O Projecto Cultural e Pedagógico Japão & Portugal procura sempre estabelecer parcerias significativas de modo que, em voluntariado, possa realizar-se um trabalho relevante para a educação, enriquecimento cultural, saúde e bem-estar da comunidade em geral. Nesse sentido, os nossos objectivos alinharam-se naturalmente com os da Associação Integrar e Crescer, que nos procurou para uma parceria , a qual se irá aprofundar já a partir de 2024.
A Associação Integrar e Crescer nasceu a 10 de Maio de 2021, tendo sido fundada por Catarina Ribeiro, Karine Vargas e Sara Barreira, com sede em Torres Vedras, e área de actuação na região. Desde o início definiu-se como uma Associação focada no apoio à Criança e Jovem, bem como sua(s) Família(s), essencialmente através da Psicologia/ Psicoterapia e Arte-Terapia. Para além de intervenção directa, engajamento social e presença nas escolas, as parcerias estabelecidas pela Associação – entre elas a parceria com o nosso Projecto Cultural – pretendem providenciar formação aos animadores, cuidadores, professores e outros que, encarregados de orientar estas crianças através das suas etapas de crescimento , possam assim dispor de mais ferramentas, inclusivamente de mais criatividade e saberes externos aos cânones, para melhor desenvolver a sua missão.
Neste último trimestre de 2023 o nosso Projeto Cultural e Pedagógico irá realizar, de forma autónoma ou através de parcerias, em diversos formatos, cursos de formação e oportunidades de fruição da cultura japonesa em Portugal. Estaremos também a dar assistência e informação a quem nos procura para assegurar lugar nos programas de visita cultural ao Japão no primeiro trimestre de 2024.
Consulte em baixo o nosso calendário de atividades.
Se ainda não nos segue nas redes sociais, acompanhe doravante pelo facebook e / ou instagram.
Começamos no dia 2 de Outubro a nossa parceria com a Universidade Sénior ENEIAS, no espaço da Nova Acrópole de Coimbra, representação local e independente da organização internacional dedicada à Filosofia e aos Estudos Culturais, com aulas semanais, sempre às segundas-feiras às 16:30h.
O acesso às sessões não tem pré-requisitos e não se aplica necessariamente uma condição de idade. Se desejar enriquecer o seu saber, partilhar experiências e conhecer quem tem interesses semelhantes, num ambiente acolhedor e voltado para a sabedoria e desenvolvimento pessoal, é sempre bem-vindo!
As condições de inscrição e acesso às sessões são 100% geridas pela Nova Acrópole de Coimbra. Veja os contactos e morada abaixo indicados. O nosso Projeto Cultural e Pedagógico é uma iniciativa sem fins lucrativos, pelo que estas aulas não representam cativação de valor ou qualquer tipo de pagamento ou benefício, sendo ministradas em regime de voluntariado. A organização Nova Acrópole de Coimbra reserva-se ao direito de solicitar uma contribuição mínima para a manutenção dos espaços e recursos consumíveis durante o funcionamento das sessões.
Os conteúdos destas aulas de introdução aos Estudos Japoneses passam por história, sociedade, cultura, geografia, língua, religião e mitologia do Japão, numa transversalidade temporal que vai desde a Antiguidade aos tempos modernos.
Na primeira sessão faremos uma partilha de chá e serão apresentados conteúdos relativos à cultura do chá no Japão.
Entre sessões serão dadas recomendações de leitura e outros materiais pedagógicos. Consulte a informação abaixo indicada para se juntar a nós nestas sessões exclusivamente presenciais (*)
Morada: R. do Brasil, 194 – R/c. Coimbra,Coimbra3030-775
E-mail: coimbra@nova-acropole.pt
Telefone: 969 775 369
(*) Os Estudos Japoneses em sessões online – com outro alinhamento programático – sempre foram uma oferta pedagógica do nosso Projeto; são ministrados regularmente e gratuitamente para os membros do nosso Clube Privado. Se desejar aderir a esta comunidade que nos suporta e também beneficia de formação e oportunidades de networking, contate por email ou através do formulário acima.
5 de Outubro, quinta-feira
Começamos no dia 5 de Outubro, e depois sempre às quintas-feiras às 21h, um curso intensivo de língua japonesa para situações de viagem, o qual funcionará exclusivamente online.
Este curso é de nível básico, sem pré-requisitos, e será ministrado pela Professora Soraia Ribeiro, licenciada em Estudos Asiáticos pela Universidade do Minho e professora de língua japonesa com experiência. O programa foi criado especialmente para o nosso Projeto Cultural e Pedagógico, sendo exclusivo do mesmo, e visa preparar os viajantes para visitar o Japão em 2024. Serão abordados cenários realistas e situações conversacionais práticas, necessidades em contexto de alojamento, restauração, serviços de saúde, compras, entre outros, temas como a segurança em caso de catástrofe ou emergências, etc.
Os alunos que podem frequentar estas aulas são apenas aqueles que tiverem integração confirmada num dos nossos programas de Visita Cultural ao Japão para o primeiro semestre de 2024. Nessas circunstâncias a frequência das aulas é também gratuita.
Este curso terá 10 aulas de 45 minutos cada, pese embora possam ser dados materiais pedagógicos e tarefas para estudo autónomo entre sessões.
Pese embora se tenha procurado um horário pós-laboral, se ainda assim os alunos não puderem assistir a alguma aula, as mesmas serão gravadas e estarão disponíveis durante uma semana (até à data da aula seguinte).
Não será possível admitir alunos neste curso gratuito que não sejam viajantes dos nossos programas de Visita Cultural ao Japão, nem mesmo oferecendo pagamento. Se desejar beneficiar desta e de tantas outras oportunidades formativas que lhe servirão de preparação pré-viagem, contacte-nos até 1 de Novembro (data após a qual já não nos será possível acomodar mais viajantes nos nossos grupos).
11 de Outubro, quarta-feira, 18:30h
O nosso Projeto Cultural e Pedagógico tem 3 bilhetes para oferecer a quem fizer parte do nosso Clube Privado e também seja viajante em qualquer um dos programas de Visita Cultural ao Japão de 2024, os quais dão acesso ao evento co-organizado pelo Instituto Politécnico de Coimbra e pela Escola Superior de Educação de Coimbra, a ter lugar no dia 11 de Outubro às 18:30h no ESEC, e que consiste na projeção de um filme japonês seguido de um momento de degustação alusivo à temática do filme. A obra cinematográfica eleita para esta ocasião é o filme “Uma pastelaria em Tokyo”, de Naomi Kawase, e a apresentação do filme será feita pelo Padre Nuno Santos. O momento de degustação será preparado pelos alunos da licenciatura de Gastronomia da ESEC, com orientação do Chefe Luís Lavrador.
A atribuição de bilhetes será feita por ordem de pedido, desde que se verifiquem os critérios de elegibilidade. Os bilhetes para a sessão de cinema e experiência de degustação teriam o custo, em regime de venda ao público geral, de oito euros por pessoa. Não podem ser atribuídos bilhetes no próprio dia.
Para mais informações sobre este evento, caso deseje assegurar o seu lugar de forma independente ou não for elegível para os bilhetes gratuitos, considere que existem condições facilitadas para estudantes por exemplo. Veja-se:
Iremos realizar neste dia mais uma edição online do nosso Clube de Leituras do Oriente. O horário permite o acesso pós-aulas/pós-laboral, mas a sessão também será gravada e ficará disponível para todos os membros do nosso Clube Privado (mas não publicamente).
Nestas sessões, após uma breve apresentação do autor e da obra, são explicados temas da sociedade e atualidade japonesa numa perspetiva de Antropologia Cultural, temas esses que o livro tenha abordado ou que se relacionem com o mesmo, dando mais informações do que aquelas que são apresentadas diretamente na obra. Depois, os participantes na sessão trocam livremente as suas impressões sobre a obra.
O acesso é livre e gratuito, devendo ser solicitado link para acesso até ao dia 25 às 17h. Pode enviar-nos email, contatar pelo formulário de contato no início deste post ou através das redes sociais. Não poderemos garantir o processamento de pedidos que nos cheguem depois de dia 25/Out.
A fruição da sessão é mais significativa se todos os participantes poderem trocar ideias, pelo que se recomenda que tenham lido o livro antes.
O nosso Projeto Cultural e Pedagógico não vende nem revende livros, não oferece acesso a obras literárias nem suas cópias (o que não é aliás permitido por lei), pelo que os leitores deverão procurar adquirir as obras através de livrarias ou websites da especialidade. Recomendamos Fnac, Bertrand, ou plataforma Wook.pt.
Obra escolhida para Outubro:
“Ganbate – el arte japonés de vencer las dificuldades” , Nobuo Suzuki, Ediciones Obelisco (1ª ed. 2021)
18 de Novembro, sábado, 21h
Iremos realizar neste dia mais uma edição online do nosso Clube de Leituras do Oriente.
Aplicam-se todas as condições acima indicadas, tal como na sessão anterior ( a de Outubro).
Obra escolhida para Novembro:
O Pequeno Restaurante da Felicidade, por Ito Ogawa, em português pela Ed. Presença
20 de Novembro, segunda-feira
Começamos no dia 20 de Novembro, às 21h, e depois todos os dias úteis até 1 de Dezembro (10 sessões), o nosso curso intensivo e online de Shokuiku – a teoria da nutrição japonesa.
Veja-se a vídeo-apresentação do curso do ano passado (apenas fazemos este curso uma vez por ano, no Outono), com a devida adaptação de datas, já que no ano de 2023 iremos começar a 20 de Novembro.
Neste curso serão apresentados os princípios teóricos de Shokuiku segundo o programa oficial do Governo Japonês implementado nas escolas japonesas e também dados complementares sobre história, cultura, tradições e ambiente (produtos alimentares, natureza, produção agrícola, etc)
Esta formação terá o valor de inscrição integral de 10 (dez) euros (não é possível inscrição em aulas avulso ou inscrição parcial) e será gratuito para os membros do nosso Clube Privado que são também viajantes confirmados nos programas de Visita Cultural ao Japão de 2024. As sessões serão gravadas e ficarão disponíveis para os participantes até 1 semana depois da data de realização de cada uma delas.
2 de Dezembro, sábado, 15:00h (ponto de encontro 14:30h)
UPDATE
27 – Novembro
Este evento foi cancelado neste dia e hora (27 / 11/ 2023) às 20h, devido a não terem sido realizadas confirmações de presença (com liquidação) em número mínimo suficiente para garantir os preparativos para a realização do evento. Não estando confirmadas as presenças de pelo menos 3 pessoas, este evento fica, para todos os efeitos e em definitivo, cancelado. Futuramente iremos anunciar novas datas.
Vamos voltar ao espaço Dragaosai Garden para desfrutar deste maravilhoso jardim tradicional japonês, com componente de jardim seco, jardim húmido, e museu vivo de Bonsai. Poderá visitar a coleção de bonsai com o anfitrião deste espaço: Carlos Brandão.
Após uma breve partilha de chá, segundo o espírito da Cerimónia de Chá do Japão, vamos realizar Meditação Zen com orientação, de modo a beneficiar o corpo e a mente.
Devido ao número muito limitado de lugares, iremos requerer pré- inscrição nesta actividade.
As inscrições serão processadas exclusivamente através do nosso Projeto Cultural e Pedagógico. O valor da inscrição – 10 euros por participante – reverte integralmente para o espaço Dragaosai Garden pelo acolhimento e assistência na realização deste evento. O acesso à sessão será gratuito para membros do nosso Clube Privado que sejam também viajantes confirmados em qualquer um dos nossos programas de Visita Cultural ao Japão em 2024.
3 de Dezembro, domingo, 15:00h (1ª sessão) e 17:00h (2ª sessão)
“O Japão (Des) Codificado” é a nova proposta de formação + experiência do Projeto Cultural e Pedagógico Japão e Portugal no âmbito dos Estudos Japoneses para o público geral. A sessão tem a duração de 90 minutos e será apresentada em sessão dupla – uma sessão às 15h e outra às 17h – na Kuri Kuri Shop , cidade do Porto, no dia 3 de Dezembro.
Assegure o seu lugar reservando antecipadamente.
Mais informações e reservas: @kurikurishop nas redes sociais.
Pode também visitar a loja: Rua do Rosário 343, 4050-525 Porto
Ou contate por email ou telefone: ana@kurikurishop.pt ; 963382500
Em Maio deste ano o Governo do Japão desceu o nível de classificação da infeção por Covid-19, colocando esta enfermidade na mesma categoria que outro tipo de coronavírus e gripes, pelo que deixou de estar ativado o protocolo de segurança máxima ao nível do controlo sanitário à chegada. Consequentemente, os visitantes provenientes de outros países * deixaram de estar sujeitos a medidas tais como a inspeção de documentação que certificasse o seu status de vacinação ou a testagem à chegada. A inexistência de quarentena e o alívio de medidas restritivas à chegada deu origem a uma verdadeira avalanche de procura de produtos e serviços turísticos no Japão, num contexto mediático no qual se considerou que o Japão “reabriu” as suas fronteiras ao turismo internacional.
*para lista detalhada consultar sempre o Ministério da Saúde do Japão e os serviços de Imigração, Alfândega e Controlo Sanitário do Aeroporto de chegada.
Ao longo dos últimos três meses assistiu-se portanto ao regresso a uma aparente “normalidade” , análoga ao contexto pré-2020, mas no qual a desregulação não é isenta de efeitos negativos. Durante os três anos em que o Japão esteve de fronteiras fechadas cresceu muito a sua procura e o país foi intensamente apresentado – internacionalmente – como um dos destinos mais desejados do mundo no pós- pandemia, pelo que a procura exponencial foi alargando e ao mesmo tempo foi-se mantendo contida e “à espera”. Após Maio de 2023 essa procura revelou-se de modo bombástico e deu origem a um fenómeno que é sobejamente conhecido no mercado capitalista atual: a multiplicação de “ofertas” mediante a aparente fartura de “procura”, com pouca ou nenhuma preocupação por valores de autenticidade ou qualidade. Com efeito, entre as “ofertas”, abundam sobretudo os produtos e serviços criados sem consideração pelo património cultural japonês (nem pelo povo japonês), e uma análise breve revela imediatamente que a colocação dos referidos produtos e serviços no mercado não teve como prioridade qualquer compromisso ético nem reflexão sobre as necessidades de desenvolvimento sustentável do(s) destino(s) e da(s) comunidade(s) em questão. Assim, por sentirmos que os que nos visitam poderão beneficiar destas recomendações, convidamos a considerar o seguinte:
Salientamos o conteúdo desta última recomendação porque desejamos que seja absolutamente claro o seguinte: se existe um programa de atividades que lhe é proposto, deverá ser possível mostrar com prova de fotografia e vídeo – e idealmente com contato direto com a(s) pessoa(s) que o executam – que existe já experiência de o realizar e provas dadas do funcionamento do mesmo. Se um determinado programa, atividade ou itinerário lhe é apresentado como um produto a consumir mas nenhuma prova irrevogável lhe é mostrada sobre esse mesmo produto, nem há registos que o tenham realizado ou como o realizaram, considere seriamente pôr em causa a veracidade da afirmação. A competência para executar um determinado plano não é um requisito para a criação de ferramentas de marketing nem para o posicionamento de um bem, produto ou serviço no mercado da indústria turística (infelizmente), pelo que se tem assistido à venda ou revenda de “experiências” por empresas – mesmo se registadas como agências de viagens – que não são as criadoras dos referidos programas originalmente nem têm capacidade para os realizar (entre outros motivos, porque não os realizaram antes, já que nos últimos três anos não existiu turismo internacional no Japão).
O Japão não é um destino como os outros. Provavelmente o mesmo poderia dizer-se de outros lugares, mas nós aqui no Projecto definimo-nos pelo compromisso de nos dedicarmos a apresentar o Japão e os Estudos Japoneses aos portugueses, assim como também apresentamos Portugal e os Estudos Portugueses aos japoneses. Portanto, o que está na nossa capacidade é esclarecer que uma visita ao Japão deverá ser sempre abordada como uma visita ao Japão, e portanto um operador turístico que tenha muita experiência em geral pode ainda assim não ser o ideal para o Japão, bem como um operador turístico que se defina como especializado no Japão mas de recente constituição e nula ou quase nula experiência (considerando que não pode operar entre 2020 e 2023) também não lhe poderá dar segurança alguma.
“E se eu não for um turista típico ? E se eu preferir viajar sozinho/a ?“
Caso seja um dos viajantes que prefere não ter acompanhamento, não ter o serviço de um guia-intérprete e nem sequer ter um suporte de consultoria para o planeamento da sua viagem, note que deverá informar-se previamente de todas as obrigações legais que estão implicadas na sua presença em território japonês neste tipo de visita independente. Quer lhe agrade ou não a ideia, a verdade é que a partir do momento que chega ao Japão, ainda que seja apenas em turismo, existem obrigações e implicações legais por passar a fronteira. Conhece-as a todas? Vai investir o tempo que é preciso para se preparar devidamente?
A título de exemplo, será responsável por fazer prova (e eventualmente uso) se Seguro de Saúde que tenha cobertura nos serviços hospitalares do Japão, já que um Seguro de Viagem convencional não tem cobertura desse tipo. Mais exatamente, deverá verificar que o plafond para despesas médicas é – no mínimo – 35 a 40 mil euros, já que esse é um valor até baixo para uma emergência com exames e tratamento para quem não é japonês.
Fotografado no aeroporto de Narita, à chegada, no sector dos voos internacionais, para aviso dos visitantes estrangeiros. Para referência, no câmbio atual, o valor de 7,5 milhões de yenes é superior a 45 mil euros. A não liquidação de uma despesa médica é crime no Japão, pelo que o estatuto do visto é revogado e a saída do país não é possível. O infractor deverá passar pelo sistema legal japonês antes de poder solicitar autorização de saída do país. Outras circunstâncias que tamb~em são criminalizadas e que podem ser surpresa para turistas estrangeiros são: fotografar menores de idade (mesmo se for na rua), comprar e consumir bebidas alcoolicas se for menor de 20 anos de idade (mesmo que tenha mais de 18), danificar propriedade de estabelecimentos de alojamento e restauração como por exemplo andando de sapatos no interior do estabelecimento e/ou por cima do pavimento de tatami (palhinha), etc.
Estes e outros “detalhes”, se não forem tratados por serviços competentes, podem vir a prejudicar a sua estadia. Mesmo subcontratando agências de viagens, verifique que as suas obrigações estão asseguradas porque as responsabilidades serão sempre imputadas ao viajante individual e não às empresas que lhe vendem a viagem.
Poderá escolher preparar a sua visita cultural ao Japão com gosto, desfrutando do processo e encarando a antecipação dos preparativos como parte integrante do prazer da experiência em si. Não é impossível ao viajante individual atingir uma compreensão significativa da cultura japonesa e conseguir preparar-se bem para tirar o máximo partido da sua viagem. Contudo, se fizer parte dos que prefere alguma companhia (um grupo pequeno) e auxilio especializado, recomendamos que pelo menos esteja alerta para aspetos de um mercado neo-liberal desregulado , e que faça as suas escolhas em consciência. Se precisar de nós, disponha.
No passado dia 25 de Julho realizámos um Workshop no Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva com o tema do SHOKUIKU : a teoria da nutrição japonesa. Aqui ficam alguns registos fotográficos desse momento, gentilmente cedidos pela organização.
O Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva – comemora 24 anos de idade! Para celebrar o aniversário haverá um dia recheado de atividades culturais e pedagógicas. O tema é uma revisitação da Expo’98 e por isso há “Pavilhões” de diferentes países. Para o “Pavilhão do Japão” solicitaram a colaboração do nosso Projecto Cultural e Pedagógico Japão & Portugal, e aceitámos logo o desafio! Siga o link abaixo indicado para saber mais.
Recentemente criámos um post para o Facebook e o Instagram, no qual partilhámos uma fotografia relativa à situação dos viajantes em cadeiras-de-rodas. Como o assunto pareceu de interesse para quem nos segue, aqui está um artigo um pouco mais desenvolvido sobre o tema. Esperamos que a leitura seja informativa e aguardamos os vossos comentários e considerações.
Informação adicional:
Este artigo sofreu um acréscimo e algumas adaptações na sua versão de 3 – 7-2023, em resultado de a sua autora ter colhido mais informações e sobretudo perguntas muito relevantes e comentários úteis, designadamente por parte de duas viajantes em cadeiras de rodas que são também elas escritoras dotadas e autoras de diversos materiais sobre o turismo para todos. Convidamos o leitor a conhecer melhor o trabalho de Cândida Proença e também de JustGobySofia, cujos links se encontram abaixo indicados, não só porque representam duas comunicadoras muito representativas do universo do turismo, mas também porque trazem alguma diversidade dentro das experiências de viajar em cadeira de rodas.
Gostaríamos ainda de acrescentar que todas as informações aqui fornecidas são resultado de experiências diretas, e portanto são ao mesmo tempo absolutamente reais mas também enviesadas de subjetividade. Casa pessoa é única, e cada história que levou ao uso de cadeira de rodas é diferente, pelo que as necessidades e circunstâncias dos cadeirantes irão diferir daquelas que narramos.
Acrescentamos ainda a referência ao trabalho excelente de Josh Grisdale, canadiano de nascimento, que se desloca em cadeira de rodas elétrica e que vive no Japão desde 2007. O seu blogue https://www.accessible-japan.com/ é realmente um recurso fundamental:
1 – O Japão é assim tão diferente na perspectiva do utilizador de cadeira-de-rodas /cadeirante ?
No programa em que esteve a nossa amiga “Miki” (vamos chamar-lhe assim daqui em diante), o itinerário foi pensado logo à partida para a sua condição de cadeirante intermitente. Miki tem uma condição de saúde que até lhe permite verticalizar-se de vez em quando (tem dias…), mas realmente teria de fazer a viagem ao Japão e todo o itinerário contando com o precioso apoio da cadeira de rodas que alugou em Portugal. Usou a cadeira todos os dias, todo o dia, e apenas se levantou quando a) não era possível fazer passar a cadeira por um obstáculo, b) queria tirar uma foto para a posteridade sem a cadeira (há várias estratégias para ser mais confortável), ou c)para entrar em espaços onde a cadeira não era permitida.
Verdade seja dita, no Japão não encontrámos nem mais nem menos dificuldades do que teríamos em Portugal para realizar um itinerário de passeio. Possivelmente até foi mais fácil no Japão porque há mais elevadores em estações e melhores transportes públicos em geral. Dito isso, continua a ser incontornável a presença de pelo menos um cuidador acompanhante 100% do tempo, o que nos leva ao segundo tópico.
Edit: da parte das nossas comentadoras (obrigado, desde já) existe diferendo em relação sobre se será necessário um acompanhante ou não. Na nossa parte, apenas podemos acrescentar que neste destino particular – o Japão – e em itinerários que não são exclusivamente em grandes cidades com um perfil internacional e muitos serviços adaptados, não podemos garantir a possibilidade de circular bem e desfrutar de tudo com gosto se não for com pelo menos um acompanhante. Calculamos que, se uma pessoa visitar apenas Tokyo durante uma semana (mantendo-se onde é mais comum a existência de estruturas e serviços para visitantes em geral) é possível fazer sozinho/a, mas realmente não é bom base nesse tipo de programa que colhemos a experiência que está na base deste artigo.
2 – A figura do cuidador acompanhante
É possível fazer uma visita ao Japão em cadeiras de rodas desde que exista pelo menos um cuidador acompanhante 100% do tempo. Se forem duas pessoas será mais adequado, tanto pela carga física inerente à função como pela exaustão psicológica e gestão de bagagens. Isto à partida pode parecer “pormenores” mas ao longo do tempo vai-se manifestando como algo com bastante impacto na experiência da pessoa que acompanha e mesmo na sua capacidade de manter uma boa saúde física e mental.
Devemos ressaltar que cabe ao(s) acompanhante(s) a auto-análise, com sinceridade, e ANTES da viagem, sobre se estão realmente preparados para o fazer. Muitas vezes é melhor contratar profissionais do que pedir a amigos ou familiares para o fazer, pois na prática as funções são imensas, o cansaço acumula-se e as dinâmicas psicológicas entre pessoa-assistencial e pessoa-em-situação-de-assistência podem agir em detrimento de uma boa experiência durante a viagem, para os próprios e para o resto do grupo.
Aí entra em ação um outro fator importantíssimo: o sentido de “família” entre todos os membros do grupo.
Edit: Acrescentamos que, para transporte de bagagens, o Japão tem um serviço de Ta-Q-Bin que permite levar as malas pesadas entre um hotel e o outro. Este serviço é pago e tem de ser subscrito em pontos de recolha próprios, ou então pagando extra pela recolha no hotel e/ou pela entrega no próprio dia. Sendo uma despesa considerável, não foi escolhida pelos viajantes neste caso, e por isso os acompanhantes tiveram de assegurar o transporte da bagagem da pessoa em cadeira de rodas também.
3 – Viajar em grupos pequenos e em que todos os membros do grupo conhecem previamente a situação e as suas implicações
Num itinerário em que um ou mais viajantes usarão cadeira-de-rodas é necessário que todos os outros viajantes estejam a par da situação desde a fase de planeamento, não só “teoricamente” mas realmente com envolvimento emocional e sentido de comprometimento com a causa maior de tornar a viagem acessível e agradável para todos.
Faremos a distinção com maior clareza ainda:
Uma viagem acessível não é uma viagem em que um dos elementos (o/a cadeirante) é preferido, e outros preteridos. Nem tão pouco é uma viagem em que uns têm de ter “paciência” para outros. Uma viagem acessível é uma viagem em que todos os elementos têm prazer, alegria, realização plena e sentido de alcançar os objetivos a que se propunham. Isso sucede mesmo quando executam um itinerário pensado de raiz para as acessibilidades, nos tempos, rotas e modos que são necessários ao nível de quem tem limitações físicas.
Se os viajantes usarem estratégias psicológicas como a empatia para além do comum sentido de “compromisso”, e portanto estando verdadeiramente a desfrutar de todos os aspetos positivos da experiência (leia-se: vendo todos os aspetos da experiência como positivos), tanto “Miki” como o/a(s) acompanhante(s) (como todos os outros aliás!) estarão a desfrutar da viagem com um sentido de “família” (“estamos todos nisto juntos”), sem que se instalem aborrecimentos por esperar por certas soluções ou fazer certos desvios, por exemplo.
4 – Para quem não conhece o Japão, que tipo de experiência pode esperar ao deslocar-se de comboio?
Na imagem acima, podemos ver o interior de uma carruagem de shinkansen (comboio-bala) e como em algumas filas de bancos existe um lugar específico para a cadeira-de-rodas. Estes lugares existem em todos os comboios shinkansen mas não em todas as carruagens, pelo que deverá ser adquirido um bilhete especial com este lugar reservado (com custos extra). Se “Miki” não pudesse verticalizar-se de todo, esta teria de ser a nossa opção, mas no nosso caso Miki preferiu sentar-se nos bancos normais e nós simplesmente fechámos a cadeira de rodas (era daquelas que se pode fechar e arrumar em pouco espaço) e colocá-la no all entre as carruagens ou atrás de um dos bancos.
Note-se que, se a cadeira com a qual viajam não puder arrumar-se desta maneira, ou a pessoa não puder levantar-se de todo, então nesse caso é absolutamente essencial garantir o bilhete especial para o lugar da cadeira de rodas, já que não há outro lugar em que esta caiba. Já nos comboios regionais e locais, é mais fácil. Nesses comboios há marcações no chão da plataforma de embarque que indicam exatamente onde vai ficar a porta da carruagem que tem lugar para cadeira de rodas. Para além disso, nos comboios regionais e locais não é preciso reservar lugar especial, pois o bilhete normal dá acesso a tudo. Assim, quando o comboio pára na plataforma, uma ou duas pessoas são o suficiente para ajudar a cadeira de rodas a entrar na carruagem. Se estiver disponível o serviço de rampa de embarque, este deve ser pedido na bilheteira, no ato de compra do bilhete, pois algumas estações têm o serviço sem quaisquer custos!
Exemplo de embarque
Exemplo de desembarque
O sistema da rampa de embarque e da rampa de desembarque foi criado no Japão há muitos anos, motivado pela existência de pessoas idosas em cadeiras de rodas sobretudo, e funciona da seguinte maneira:
no ato de compra de bilhete, dirigir-se ao gabinete de atendimento direto (caixa de vidro junto aos portões em que se valida o bilhete) e pedir o uso da rampa para embarque, dando também a informação da estação de desembarque e mostrando o bilhete adquirido para que o chefe de estação saiba como comunicar com a outra estação;
ir para a plataforma com o assistente da estação e proceder ao embarque com o seu apoio;
não mudar de carruagem durante a viagem;
no desembarque, aguardar que o assistente dessa estação monte a rampa e desembarcar em segurança.
Na verdade o sistema funciona até para quem viaja em cadeira de rodas sem acompanhante!
Tenha em consideração tempo de sobra para deslocar-se entre os diversos níveis (andares) da estação em elevadores que muitas vezes estão nos extremos das plataformas, por isso não compre bilhete para o comboio “já a seguir”. Ao invés disso, dê pelo menos 10 minutos de margem de manobra.
5 – Há limitações ao nível do tipo de experiências imersivas que se podem ter ?
Aqui no nosso Projecto Cultural e Pedagógico consideramos as experiências imersivas (C) como uma parte muito importante do processo de aprendizagem no que diz respeito aos conteúdos de história, arte, língua & cultura, antropologia, sociedade e relações internacionais. Não concebemos sequer “visita cultural” sem que isso faça parte inerente da equação! Portanto, nunca esteve em causa prescindir das experiências imersivas, sendo sim possível fazer escolhas e executar planos com vista a uma boa experiência para todos.
Alguns dos desafios que nos foram apresentados prendem-se com a natureza dos alojamentos. No Japão, a experiência mais imersiva a esse nível será a de estadia num Ryokan – a tipologia de alojamentos tradicionais japoneses. Os ryokans mais antigos, bem preservados, e com banhos termais naturais (“onsen” proveniente de águas naturalmente aquecidas pela atividade vulcânica), localizam-se muitas vezes em regiões montanhosas, inclusivamente sem transportes públicos à porta, pelo que se torna necessário contratar serviços de táxi. Os táxis no Japão são muito mais caros do que na Europa, e muito mais caros do que em Portugal, e têm algumas condicionantes acrescidas. Por exemplo, há poucos táxis disponíveis na rua, sendo geralmente um serviço que se tem de contratar por telefone (em japonês) com antecedência, idealmente no dia anterior pelo menos. Nem todos os táxis têm espaço na bagageira para a cadeira de rodas (fechada) ou entrada acessível para o cadeirante, sendo por isso imprescindível informar desse detalhe quando se contrata e agenda o serviço.
Uma vez chegados ao ryokan, como não podem entrar sapatos nem nada que tenha tocado no chão do lado de fora, todas as bagagens com rodinhas têm de ser desinfetadas e as rodas da cadeira de rodas também. Esse procedimento é anterior à pandemia e nada tem a ver com a mesma. Com ou sem possibilidade de se verticalizar, será sempre necessário limpar tudo o que vem de fora, pela natureza quase sagrada do espaço interior (raízes no shintoísmo), e isso incluí as rodas da cadeira se esta tiver de entrar no ryokan.
O(s) degrau(s) entre o genkan e o all de entrada do ryokan poderão ser transpostos com uma daquelas rampas que já mostrámos quando explicámos como funciona o embarque e desembarque nos comboios, e que todos os estabelecimentos de hotelaria têm. Uma vez no interior do ryokan e de outros espaços que eventualmente tenham áreas com chão de tatami, deve ter-se em conta as regras específicas do alojamento. Alguns ryokans dão a possibilidade de , uma vez coberto o chão de tatami com toalhas grossas, permitir a entrada da cadeira de rodas numa seção do quarto, entre a porta e a cama, desde que não entre em contacto com o tatami.
Outro tipo de experiência imersiva é a realização de um encontro com os locais para uma sessão de workshop ou formação, ou simplesmente convívio em redor de uma atividade (caminhada em natureza, visita a um espaço culturalmente relevante, assistir a um espetáculo, tomar uma refeição com gastronomia local, etc). Quando esta experiência envolve Cerimónia do Chá, estamos numa situação equivalente à anterior, porque o pavimento das Casas de Chá ou das casas tradicionais japonesas – quando nos recebem em sua casa – costuma ter esta divisão mais “formal” com tatami.
O chão em tatami natural não permite que se caminhe com sapatos, nem tão pouco a existência de mobiliário pesado ou a passagem de cadeira de rodas. O tatami ficaria irremediavelmente estragado com as marcas de pesar ou arrastar. As casas nas quais se fazem aulas sobre Cerimónia do Chá têm o pavimento em tatami (ou deveriam ter, se assim se procurar, para uma experiência autêntica).
Para a Miki, cederam um banquinho de bambu, que não fere o pavimento e é igualmente confortável, e aliás até a posicionaram perto do lugar de honra – o Tokonoma – tendo sido a primeira a ser servida no momento da Cerimónia do Chá. Depois, no workshop, teve uma professora de Cerimónia do Chá sempre com ela, a ensinar passo a passo. Foi uma diferenciação pela positiva, que enriqueceu tremendamente a experiência e sedimentou boas memórias em Miki, que assim realizou um dos seus maiores desejos no Japão.
A pedido da Miki, vamos fazer também referência aos Castelos e às Vilas-Museu. O Japão é um país de rica história e por isso há Castelos antigos e também reconstruções modernas que são réplicas exatas de castelos antigos. Também há Vilas-Museu, constituídas por casas de estilo tradicional, que exemplificam o estilo de vida anterior ao final do século XIX. Estes espaços, pese embora sejam voltados à visita – tanto de japoneses como estrangeiros – em passeio e/ou estudo, estão geralmente muito pouco adaptados. São locais com grande desnível (e no caso dos Castelos, com escadas) e não há circuitos pensados para os cadeirantes. Há raras exceções, claro, mas mesmo assim é sempre apenas possível uma visita “parcial”. A maneira japonesa de fazer “reconstituição histórica integral” é mesmo integral, e portanto não há rampas, elevadores, ou quaisquer dispositivos modernos nestas atrações.
Esperamos que este artigo tenha ajudado a esclarecer algumas das perguntas que nos enviaram, mas estamos inteiramente disponíveis para mais questões, sugestões e comentários que nos cheguem. De futuro, esperamos ter a oportunidade de proporcionar mais destas experiências a viajantes interessados no Japão como destino de imersão cultural. Não se sintam desencorajados pelos desafios nem pela fraca oferta de programas acessíveis, pois com a devida preparação e apoio, tudo é possível. Deixamos aqui uma das fotos mais divertidas deste programa, com o grupo da Miki, que foi tirada pelo simpático funcionário da banca de gelados onde fizemos uma pausa antes de visitar o Fujisan Sengen Taisha, no sopé do Monte Fuji.
Se lhe perguntavam qual era a sua profissão ao certo, respondia somente “sou humano”, e nunca deu importância nenhuma a ser “artista” ou “crítico de arte” ou “intelectual”. Hoje em dia há dois Museus no Japão sobre a sua vida e obra, mas não foi a sua preocupação em vida criar estes espaços como sepulturas das suas obras, antes pelo contrário, preferia vê-las em praças e espaços públicos. Na sua visão, ir a programas de televisão ser excêntrico e “acordar” a audiência com frases curtas e intensas sobre a arte, a criatividade e a vida era tão ou mais importante do que satisfazer uma encomenda de uma estátua, um mural ou um artigo numa revista da especialidade. Taro Okamoto queria tão somente expandir as consciências, e trazer à superfície as formas e as pulsões da linguagem ancestral da arte. No seu mar imenso de referências estavam os dias passados em Paris em estreita ligação com Picasso e outros da sua geração, mas também os vasos pré-históricos japoneses do período Jomon e a caligrafia chinesa da dinastia Zhou (mil anos antes de Cristo). Quando a sua obra mais emblemática se ergueu aos céus (literalmente) em 1970, o ronco antigo de algo primitivo elevou-se até uma máscara dourada e solar, convidando os humanos a ascender, imaginando um futuro para além da tensão da guerra e do perigo do nuclear. Hoje em dia, o legado de Okamoto pode ser apreciado também durante uma visita cultural ao Japão *. Fique a conhecer alguns dos lugares que pode integrar no seu roteiro e a sua relevância para a história da arte e a cultura japonesa.
* Saiba mais sobre os programas de Visita Cultural ao Japão organizados pelo nosso Projecto Cultural e Pedagógico e junte-se a nós na próxima! Aceitamos solicitações de integração nestes programas até 3 meses antes da viagem, se existir vaga. A realização de formação preliminar é obrigatória e é ministrada gratuitamente. A Visita Cultural ao Japão de 2024 terá duas edições, diferentes entre si, uma em Fevereiro e outra em Março. Solicite informações o mais brevemente possível, se tem interesse, porque o número de vagas em cada uma delas é sempre muito limitado (geralmente 5 ou 6 participantes).
Clique na imagem abaixo para aumentar o tamanho e a definição. Veja os conteúdos informativos e pode até descarregar as imagens e partilhar online. Agradecemos a referência ao link do nosso site.
Depois de um grande intervalo forçado, devido à pandemia, estamos finalmente em condições de retomar os workshops presenciais de gastronomia tradicional japonesa. Esperamos poder levá-los a todo o país, como já fizemos, e assim descobrir novas caras e partilhar novas experiências.
Nesta sessão especial vegan, teremos o acolhimento do espaço BIG CREATIVE em Coimbra, no showroom de cozinhas da Big Mat. Escolhemos este espaço devido à energia positiva da Carolina Ribeiro, que criou o BIG CREATIVE como um projeto pessoal que junta as suas paixões – gastronomia e sustentabilidade – com um sentido de missão muito nobre: apostar na cidade de Coimbra a partir das empresas familiares que têm contribuído para o desenvolvimento da região.
Vai ser um verdadeiro momento de prazeres e aprendizagens, que em muito ultrapassa o conceito “clássico” de workshop! Veja abaixo todos os detalhes e também como solicitar participação.
Dia: 8 de Julho (sábado)
início: 10:30h
fim: quando comermos tudo, porque “mottainai”
Custos: vamos dividir as despesas dos ingredientes e dar uma contribuição de 5 euros para o espaço que nos acolhe, e portanto solicitamos a contribuição de 14 euros por cada adulto e 7 euros por menor de idade.
Quantas vagas terá esta sessão? Apenas até 8 participantes, porque queremos dar a máxima atenção e integrar todos e cada um.
Famílias? Sim, tragam os vossos adolescentes (12 anos ou mais); para crianças pequenas não podemos garantir.
Acessos? O Big Mat tem parque privado, acesso gratuito.
Mas isto não era para ser sustentável? Pois é, também há paragens de autocarro mesmo à porta! Acesso como se fosse para a Escola Secundária e 3º Ciclo D. Dinis, porque o Big Mat é exatamente em frente.
Submeta o pedido de participação através do formulário acima indicado e aguarde até 3 dias úteis pelo envio dos dados para finalização de inscrição. Deverá verificar a sua caixa de entrada do email com frequência.
Não conseguiu abrir o link acima indicado? Tente este:
Veja ou reveja o vídeo da nossa primeira visita, para lhe aguçar a curiosidade:
Em Dezembro de 2022 realizámos um momento de partilha de chá, meditação orientada e visita guiada à coleção de bonsai, para celebração do solstício de Inverno, com o tema Luz & Renascimento.
Em Junho de 2023 vamos realizar um evento com estrutura semelhante, desta vez dedicado ao solstício de Verão e ao tema Harmonia & Fluxo.
Neste evento vamos dar formação e informação sobre a história e cultura do Japão, mais exatamente sobre o Chá e a Cerimónia do Chá. Iremos também preparar matcha segundo o método tradicional do Japão, para que os participantes tenham uma experiência de degustação significativa. Depois da partilha de chá vamos fazer meditação orientada, com inspiração na meditação zazen. Mesmo que nunca tenha realizado uma experiência de meditação, é muito bem vind@. Depois da meditação vamos conhecer mais em detalhe o jardim japonês criado ao longo de três décadas por Carlos Brandão, e a sua coleção de bonsai.
Para participar neste evento, por favor tenha em consideração o seguinte:
Serão servidos alimentos, nomeadamente a preparação de matcha (chá verde em pó) da maneira tradicional japonesa, o qual contém teína equivalente a um café expresso e não deve ser consumido por crianças, e também serão servidos doces tradicionais japoneses contendo arroz, feijão, açúcar, e potencialmente com vestígios de outros ingredientes.
Iremos realizar o momento da partilha de chá e o momento da meditação preferencialmente sentados no chão / varanda, sobre almofadas (pontualmente, poderão ser encontradas soluções de sentar em cadeira/banco para algum dos convivas com dificuldade em manter esta posição, mas não será para todos).
O pedido de inscrição deverá ser feito por cada uma das pessoas que desejar inscrever-se, única e exclusivamente através do formulário abaixo indicado – ver esta publicação até ao fim – ; e não será possível acomodar outra(s) pessoa(s) que apareça no momento e sem inscrição registada em seu nome.
A submissão de pedido de inscrição não é garantia de inscrição; será contactado para finalizar o procedimento de inscrição; após a confirmação da inscrição, deverá comparecer no local à hora indicada ou, se não for possível, agradecemos que avise até 24h de antecedência, pese embora não exista a possibilidade de reembolso ou compensação por desistência, cancelamento ou não comparência.
Aceitamos a presença de menores de idade, desde que se façam acompanhar pelo menos por um adulto igualmente inscrito e estejam a participar plenamente nas atividades deste evento.