No passado dia 25 de Julho realizámos um Workshop no Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva com o tema do SHOKUIKU : a teoria da nutrição japonesa. Aqui ficam alguns registos fotográficos desse momento, gentilmente cedidos pela organização.




O Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva – comemora 24 anos de idade! Para celebrar o aniversário haverá um dia recheado de atividades culturais e pedagógicas. O tema é uma revisitação da Expo’98 e por isso há “Pavilhões” de diferentes países. Para o “Pavilhão do Japão” solicitaram a colaboração do nosso Projecto Cultural e Pedagógico Japão & Portugal, e aceitámos logo o desafio! Siga o link abaixo indicado para saber mais.
–> https://www.pavconhecimento.pt/24aniversario



Recentemente criámos um post para o Facebook e o Instagram, no qual partilhámos uma fotografia relativa à situação dos viajantes em cadeiras-de-rodas. Como o assunto pareceu de interesse para quem nos segue, aqui está um artigo um pouco mais desenvolvido sobre o tema. Esperamos que a leitura seja informativa e aguardamos os vossos comentários e considerações.

Informação adicional:
Este artigo sofreu um acréscimo e algumas adaptações na sua versão de 3 – 7-2023, em resultado de a sua autora ter colhido mais informações e sobretudo perguntas muito relevantes e comentários úteis, designadamente por parte de duas viajantes em cadeiras de rodas que são também elas escritoras dotadas e autoras de diversos materiais sobre o turismo para todos. Convidamos o leitor a conhecer melhor o trabalho de Cândida Proença e também de JustGobySofia, cujos links se encontram abaixo indicados, não só porque representam duas comunicadoras muito representativas do universo do turismo, mas também porque trazem alguma diversidade dentro das experiências de viajar em cadeira de rodas.
Sobre Cândida Proença:
https://cuidarhoje.alcura.pt/candida-proenca-o-turismo-e-para-todos/
https://www.diariocoimbra.pt/noticia/75919
Sobre JustGobysofia:
Gostaríamos ainda de acrescentar que todas as informações aqui fornecidas são resultado de experiências diretas, e portanto são ao mesmo tempo absolutamente reais mas também enviesadas de subjetividade. Casa pessoa é única, e cada história que levou ao uso de cadeira de rodas é diferente, pelo que as necessidades e circunstâncias dos cadeirantes irão diferir daquelas que narramos.
Acrescentamos ainda a referência ao trabalho excelente de Josh Grisdale, canadiano de nascimento, que se desloca em cadeira de rodas elétrica e que vive no Japão desde 2007. O seu blogue https://www.accessible-japan.com/ é realmente um recurso fundamental:

1 – O Japão é assim tão diferente na perspectiva do utilizador de cadeira-de-rodas /cadeirante ?
No programa em que esteve a nossa amiga “Miki” (vamos chamar-lhe assim daqui em diante), o itinerário foi pensado logo à partida para a sua condição de cadeirante intermitente. Miki tem uma condição de saúde que até lhe permite verticalizar-se de vez em quando (tem dias…), mas realmente teria de fazer a viagem ao Japão e todo o itinerário contando com o precioso apoio da cadeira de rodas que alugou em Portugal. Usou a cadeira todos os dias, todo o dia, e apenas se levantou quando a) não era possível fazer passar a cadeira por um obstáculo, b) queria tirar uma foto para a posteridade sem a cadeira (há várias estratégias para ser mais confortável), ou c)para entrar em espaços onde a cadeira não era permitida.
Verdade seja dita, no Japão não encontrámos nem mais nem menos dificuldades do que teríamos em Portugal para realizar um itinerário de passeio. Possivelmente até foi mais fácil no Japão porque há mais elevadores em estações e melhores transportes públicos em geral. Dito isso, continua a ser incontornável a presença de pelo menos um cuidador acompanhante 100% do tempo, o que nos leva ao segundo tópico.
Edit: da parte das nossas comentadoras (obrigado, desde já) existe diferendo em relação sobre se será necessário um acompanhante ou não. Na nossa parte, apenas podemos acrescentar que neste destino particular – o Japão – e em itinerários que não são exclusivamente em grandes cidades com um perfil internacional e muitos serviços adaptados, não podemos garantir a possibilidade de circular bem e desfrutar de tudo com gosto se não for com pelo menos um acompanhante. Calculamos que, se uma pessoa visitar apenas Tokyo durante uma semana (mantendo-se onde é mais comum a existência de estruturas e serviços para visitantes em geral) é possível fazer sozinho/a, mas realmente não é bom base nesse tipo de programa que colhemos a experiência que está na base deste artigo.
2 – A figura do cuidador acompanhante
É possível fazer uma visita ao Japão em cadeiras de rodas desde que exista pelo menos um cuidador acompanhante 100% do tempo. Se forem duas pessoas será mais adequado, tanto pela carga física inerente à função como pela exaustão psicológica e gestão de bagagens. Isto à partida pode parecer “pormenores” mas ao longo do tempo vai-se manifestando como algo com bastante impacto na experiência da pessoa que acompanha e mesmo na sua capacidade de manter uma boa saúde física e mental.
Devemos ressaltar que cabe ao(s) acompanhante(s) a auto-análise, com sinceridade, e ANTES da viagem, sobre se estão realmente preparados para o fazer. Muitas vezes é melhor contratar profissionais do que pedir a amigos ou familiares para o fazer, pois na prática as funções são imensas, o cansaço acumula-se e as dinâmicas psicológicas entre pessoa-assistencial e pessoa-em-situação-de-assistência podem agir em detrimento de uma boa experiência durante a viagem, para os próprios e para o resto do grupo.
Aí entra em ação um outro fator importantíssimo: o sentido de “família” entre todos os membros do grupo.
Edit: Acrescentamos que, para transporte de bagagens, o Japão tem um serviço de Ta-Q-Bin que permite levar as malas pesadas entre um hotel e o outro. Este serviço é pago e tem de ser subscrito em pontos de recolha próprios, ou então pagando extra pela recolha no hotel e/ou pela entrega no próprio dia. Sendo uma despesa considerável, não foi escolhida pelos viajantes neste caso, e por isso os acompanhantes tiveram de assegurar o transporte da bagagem da pessoa em cadeira de rodas também.
3 – Viajar em grupos pequenos e em que todos os membros do grupo conhecem previamente a situação e as suas implicações
Num itinerário em que um ou mais viajantes usarão cadeira-de-rodas é necessário que todos os outros viajantes estejam a par da situação desde a fase de planeamento, não só “teoricamente” mas realmente com envolvimento emocional e sentido de comprometimento com a causa maior de tornar a viagem acessível e agradável para todos.
Faremos a distinção com maior clareza ainda:
Uma viagem acessível não é uma viagem em que um dos elementos (o/a cadeirante) é preferido, e outros preteridos. Nem tão pouco é uma viagem em que uns têm de ter “paciência” para outros. Uma viagem acessível é uma viagem em que todos os elementos têm prazer, alegria, realização plena e sentido de alcançar os objetivos a que se propunham. Isso sucede mesmo quando executam um itinerário pensado de raiz para as acessibilidades, nos tempos, rotas e modos que são necessários ao nível de quem tem limitações físicas.
Se os viajantes usarem estratégias psicológicas como a empatia para além do comum sentido de “compromisso”, e portanto estando verdadeiramente a desfrutar de todos os aspetos positivos da experiência (leia-se: vendo todos os aspetos da experiência como positivos), tanto “Miki” como o/a(s) acompanhante(s) (como todos os outros aliás!) estarão a desfrutar da viagem com um sentido de “família” (“estamos todos nisto juntos”), sem que se instalem aborrecimentos por esperar por certas soluções ou fazer certos desvios, por exemplo.

4 – Para quem não conhece o Japão, que tipo de experiência pode esperar ao deslocar-se de comboio?
Na imagem acima, podemos ver o interior de uma carruagem de shinkansen (comboio-bala) e como em algumas filas de bancos existe um lugar específico para a cadeira-de-rodas. Estes lugares existem em todos os comboios shinkansen mas não em todas as carruagens, pelo que deverá ser adquirido um bilhete especial com este lugar reservado (com custos extra). Se “Miki” não pudesse verticalizar-se de todo, esta teria de ser a nossa opção, mas no nosso caso Miki preferiu sentar-se nos bancos normais e nós simplesmente fechámos a cadeira de rodas (era daquelas que se pode fechar e arrumar em pouco espaço) e colocá-la no all entre as carruagens ou atrás de um dos bancos.
Note-se que, se a cadeira com a qual viajam não puder arrumar-se desta maneira, ou a pessoa não puder levantar-se de todo, então nesse caso é absolutamente essencial garantir o bilhete especial para o lugar da cadeira de rodas, já que não há outro lugar em que esta caiba. Já nos comboios regionais e locais, é mais fácil. Nesses comboios há marcações no chão da plataforma de embarque que indicam exatamente onde vai ficar a porta da carruagem que tem lugar para cadeira de rodas. Para além disso, nos comboios regionais e locais não é preciso reservar lugar especial, pois o bilhete normal dá acesso a tudo. Assim, quando o comboio pára na plataforma, uma ou duas pessoas são o suficiente para ajudar a cadeira de rodas a entrar na carruagem. Se estiver disponível o serviço de rampa de embarque, este deve ser pedido na bilheteira, no ato de compra do bilhete, pois algumas estações têm o serviço sem quaisquer custos!

Exemplo de embarque

Exemplo de desembarque
O sistema da rampa de embarque e da rampa de desembarque foi criado no Japão há muitos anos, motivado pela existência de pessoas idosas em cadeiras de rodas sobretudo, e funciona da seguinte maneira:
Na verdade o sistema funciona até para quem viaja em cadeira de rodas sem acompanhante!
Tenha em consideração tempo de sobra para deslocar-se entre os diversos níveis (andares) da estação em elevadores que muitas vezes estão nos extremos das plataformas, por isso não compre bilhete para o comboio “já a seguir”. Ao invés disso, dê pelo menos 10 minutos de margem de manobra.
5 – Há limitações ao nível do tipo de experiências imersivas que se podem ter ?
Aqui no nosso Projecto Cultural e Pedagógico consideramos as experiências imersivas (C) como uma parte muito importante do processo de aprendizagem no que diz respeito aos conteúdos de história, arte, língua & cultura, antropologia, sociedade e relações internacionais. Não concebemos sequer “visita cultural” sem que isso faça parte inerente da equação! Portanto, nunca esteve em causa prescindir das experiências imersivas, sendo sim possível fazer escolhas e executar planos com vista a uma boa experiência para todos.
Alguns dos desafios que nos foram apresentados prendem-se com a natureza dos alojamentos. No Japão, a experiência mais imersiva a esse nível será a de estadia num Ryokan – a tipologia de alojamentos tradicionais japoneses. Os ryokans mais antigos, bem preservados, e com banhos termais naturais (“onsen” proveniente de águas naturalmente aquecidas pela atividade vulcânica), localizam-se muitas vezes em regiões montanhosas, inclusivamente sem transportes públicos à porta, pelo que se torna necessário contratar serviços de táxi. Os táxis no Japão são muito mais caros do que na Europa, e muito mais caros do que em Portugal, e têm algumas condicionantes acrescidas. Por exemplo, há poucos táxis disponíveis na rua, sendo geralmente um serviço que se tem de contratar por telefone (em japonês) com antecedência, idealmente no dia anterior pelo menos. Nem todos os táxis têm espaço na bagageira para a cadeira de rodas (fechada) ou entrada acessível para o cadeirante, sendo por isso imprescindível informar desse detalhe quando se contrata e agenda o serviço.
Uma vez chegados ao ryokan, como não podem entrar sapatos nem nada que tenha tocado no chão do lado de fora, todas as bagagens com rodinhas têm de ser desinfetadas e as rodas da cadeira de rodas também. Esse procedimento é anterior à pandemia e nada tem a ver com a mesma. Com ou sem possibilidade de se verticalizar, será sempre necessário limpar tudo o que vem de fora, pela natureza quase sagrada do espaço interior (raízes no shintoísmo), e isso incluí as rodas da cadeira se esta tiver de entrar no ryokan.
O(s) degrau(s) entre o genkan e o all de entrada do ryokan poderão ser transpostos com uma daquelas rampas que já mostrámos quando explicámos como funciona o embarque e desembarque nos comboios, e que todos os estabelecimentos de hotelaria têm. Uma vez no interior do ryokan e de outros espaços que eventualmente tenham áreas com chão de tatami, deve ter-se em conta as regras específicas do alojamento. Alguns ryokans dão a possibilidade de , uma vez coberto o chão de tatami com toalhas grossas, permitir a entrada da cadeira de rodas numa seção do quarto, entre a porta e a cama, desde que não entre em contacto com o tatami.

Outro tipo de experiência imersiva é a realização de um encontro com os locais para uma sessão de workshop ou formação, ou simplesmente convívio em redor de uma atividade (caminhada em natureza, visita a um espaço culturalmente relevante, assistir a um espetáculo, tomar uma refeição com gastronomia local, etc). Quando esta experiência envolve Cerimónia do Chá, estamos numa situação equivalente à anterior, porque o pavimento das Casas de Chá ou das casas tradicionais japonesas – quando nos recebem em sua casa – costuma ter esta divisão mais “formal” com tatami.

O chão em tatami natural não permite que se caminhe com sapatos, nem tão pouco a existência de mobiliário pesado ou a passagem de cadeira de rodas. O tatami ficaria irremediavelmente estragado com as marcas de pesar ou arrastar. As casas nas quais se fazem aulas sobre Cerimónia do Chá têm o pavimento em tatami (ou deveriam ter, se assim se procurar, para uma experiência autêntica).


A pedido da Miki, vamos fazer também referência aos Castelos e às Vilas-Museu. O Japão é um país de rica história e por isso há Castelos antigos e também reconstruções modernas que são réplicas exatas de castelos antigos. Também há Vilas-Museu, constituídas por casas de estilo tradicional, que exemplificam o estilo de vida anterior ao final do século XIX. Estes espaços, pese embora sejam voltados à visita – tanto de japoneses como estrangeiros – em passeio e/ou estudo, estão geralmente muito pouco adaptados. São locais com grande desnível (e no caso dos Castelos, com escadas) e não há circuitos pensados para os cadeirantes. Há raras exceções, claro, mas mesmo assim é sempre apenas possível uma visita “parcial”. A maneira japonesa de fazer “reconstituição histórica integral” é mesmo integral, e portanto não há rampas, elevadores, ou quaisquer dispositivos modernos nestas atrações.
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Esperamos que este artigo tenha ajudado a esclarecer algumas das perguntas que nos enviaram, mas estamos inteiramente disponíveis para mais questões, sugestões e comentários que nos cheguem. De futuro, esperamos ter a oportunidade de proporcionar mais destas experiências a viajantes interessados no Japão como destino de imersão cultural. Não se sintam desencorajados pelos desafios nem pela fraca oferta de programas acessíveis, pois com a devida preparação e apoio, tudo é possível. Deixamos aqui uma das fotos mais divertidas deste programa, com o grupo da Miki, que foi tirada pelo simpático funcionário da banca de gelados onde fizemos uma pausa antes de visitar o Fujisan Sengen Taisha, no sopé do Monte Fuji.


Se lhe perguntavam qual era a sua profissão ao certo, respondia somente “sou humano”, e nunca deu importância nenhuma a ser “artista” ou “crítico de arte” ou “intelectual”. Hoje em dia há dois Museus no Japão sobre a sua vida e obra, mas não foi a sua preocupação em vida criar estes espaços como sepulturas das suas obras, antes pelo contrário, preferia vê-las em praças e espaços públicos. Na sua visão, ir a programas de televisão ser excêntrico e “acordar” a audiência com frases curtas e intensas sobre a arte, a criatividade e a vida era tão ou mais importante do que satisfazer uma encomenda de uma estátua, um mural ou um artigo numa revista da especialidade. Taro Okamoto queria tão somente expandir as consciências, e trazer à superfície as formas e as pulsões da linguagem ancestral da arte. No seu mar imenso de referências estavam os dias passados em Paris em estreita ligação com Picasso e outros da sua geração, mas também os vasos pré-históricos japoneses do período Jomon e a caligrafia chinesa da dinastia Zhou (mil anos antes de Cristo). Quando a sua obra mais emblemática se ergueu aos céus (literalmente) em 1970, o ronco antigo de algo primitivo elevou-se até uma máscara dourada e solar, convidando os humanos a ascender, imaginando um futuro para além da tensão da guerra e do perigo do nuclear. Hoje em dia, o legado de Okamoto pode ser apreciado também durante uma visita cultural ao Japão *. Fique a conhecer alguns dos lugares que pode integrar no seu roteiro e a sua relevância para a história da arte e a cultura japonesa.



* Saiba mais sobre os programas de Visita Cultural ao Japão organizados pelo nosso Projecto Cultural e Pedagógico e junte-se a nós na próxima! Aceitamos solicitações de integração nestes programas até 3 meses antes da viagem, se existir vaga. A realização de formação preliminar é obrigatória e é ministrada gratuitamente. A Visita Cultural ao Japão de 2024 terá duas edições, diferentes entre si, uma em Fevereiro e outra em Março. Solicite informações o mais brevemente possível, se tem interesse, porque o número de vagas em cada uma delas é sempre muito limitado (geralmente 5 ou 6 participantes).
Clique na imagem abaixo para aumentar o tamanho e a definição. Veja os conteúdos informativos e pode até descarregar as imagens e partilhar online. Agradecemos a referência ao link do nosso site.






Depois de um grande intervalo forçado, devido à pandemia, estamos finalmente em condições de retomar os workshops presenciais de gastronomia tradicional japonesa. Esperamos poder levá-los a todo o país, como já fizemos, e assim descobrir novas caras e partilhar novas experiências.
Nesta sessão especial vegan, teremos o acolhimento do espaço BIG CREATIVE em Coimbra, no showroom de cozinhas da Big Mat. Escolhemos este espaço devido à energia positiva da Carolina Ribeiro, que criou o BIG CREATIVE como um projeto pessoal que junta as suas paixões – gastronomia e sustentabilidade – com um sentido de missão muito nobre: apostar na cidade de Coimbra a partir das empresas familiares que têm contribuído para o desenvolvimento da região.
Vai ser um verdadeiro momento de prazeres e aprendizagens, que em muito ultrapassa o conceito “clássico” de workshop! Veja abaixo todos os detalhes e também como solicitar participação.

Dia: 8 de Julho (sábado)
início: 10:30h
fim: quando comermos tudo, porque “mottainai”
Custos: vamos dividir as despesas dos ingredientes e dar uma contribuição de 5 euros para o espaço que nos acolhe, e portanto solicitamos a contribuição de 14 euros por cada adulto e 7 euros por menor de idade.
Quantas vagas terá esta sessão? Apenas até 8 participantes, porque queremos dar a máxima atenção e integrar todos e cada um.
Famílias? Sim, tragam os vossos adolescentes (12 anos ou mais); para crianças pequenas não podemos garantir.
Acessos? O Big Mat tem parque privado, acesso gratuito.
Mas isto não era para ser sustentável? Pois é, também há paragens de autocarro mesmo à porta! Acesso como se fosse para a Escola Secundária e 3º Ciclo D. Dinis, porque o Big Mat é exatamente em frente.
Veja-se o mapa aqui: https://goo.gl/maps/sJWoWEm8tq7WHv8XA
IMPORTANTE !
Só poderemos processar pedidos de inscrição que sejam solicitados pelo formulário oficial deste evento:
https://forms.gle/ra4yfEWXDEL7bSGP7
Submeta o pedido de participação através do formulário acima indicado e aguarde até 3 dias úteis pelo envio dos dados para finalização de inscrição. Deverá verificar a sua caixa de entrada do email com frequência.
Não conseguiu abrir o link acima indicado? Tente este:

Estamos a preparar um evento em colaboração com Dragaosai Gardens e Carlos Brandão.
Este evento está agendado para o dia 25 de Junho (domingo), com início às 16:30h e fim (estimativo) às 18:30h.
Venha conhecer este espaço único , que é uma autêntica porta para o Japão, aqui mesmo: em Portugal!


Mapa:
https://goo.gl/maps/B4vsCAXhQzSAtA6eA
R. da Conchada 35 11, 4730-086 Cabanelas
Veja ou reveja o vídeo da nossa primeira visita, para lhe aguçar a curiosidade:
Em Dezembro de 2022 realizámos um momento de partilha de chá, meditação orientada e visita guiada à coleção de bonsai, para celebração do solstício de Inverno, com o tema Luz & Renascimento.
Em Junho de 2023 vamos realizar um evento com estrutura semelhante, desta vez dedicado ao solstício de Verão e ao tema Harmonia & Fluxo.
Neste evento vamos dar formação e informação sobre a história e cultura do Japão, mais exatamente sobre o Chá e a Cerimónia do Chá. Iremos também preparar matcha segundo o método tradicional do Japão, para que os participantes tenham uma experiência de degustação significativa. Depois da partilha de chá vamos fazer meditação orientada, com inspiração na meditação zazen. Mesmo que nunca tenha realizado uma experiência de meditação, é muito bem vind@. Depois da meditação vamos conhecer mais em detalhe o jardim japonês criado ao longo de três décadas por Carlos Brandão, e a sua coleção de bonsai.

Para participar neste evento, por favor tenha em consideração o seguinte:
Inscrições em:
https://forms.gle/RcBczuSG8HURfNCx6
Não conseguiu aceder ao formulário de inscrição no google forms?
Comente este post ou envie-nos email: umlongoveraonojapao@gmail.com
Se gosta de ler e de livros, veja a lista que preparámos para si!
Na lista abaixo poderá ver os livros que recomendamos como “introdução” para a preparação dos nossos programas de visita ao Japão. Para além de os recomendarmos também realizamos sessões de “Clube de leituras” onde conversamos sobre os conteúdos e os debatemos em detalhe. Claro que há muitos mais livros na nossa lista de “tem de ler”, mas estes são aqueles que recomendamos a quem quer – realmente – conhecer o Japão. O resto, depois mostramos lá!
Experimente seguir a lista por ordem:
A caracterização climática de todo o Japão representa um desafio, primeiro porque o país é muito vasto e diverso, e sobretudo porque quase sempre nos é pedido que sejamos breves. Contudo, é um dos pedidos mais frequentes e não raras vezes esse pedido provém dos nossos seguidores mais assíduos, pelo que vamos esforçar-nos por apresentar algumas considerações úteis.
O Japão é um arquipélago que vos parecerá justamente “saído” da China para o mar – o que foi efetivamente o que sucedeu à milhões de anos atrás. Para além disso – da separação da placa da China – o Japão também foi formado pelas “ilhas” que emergiram por ação vulcânica. A orientação do Japão é mais ou menos “diagonal” (no mapa clássico), ficando as ilhas mais a sul praticamente encostadas à Coreia do sul e até mesmo Taiwan, e as ilhas mais a norte encostadas à Sibéria russa. No Japão, devido à origem vulcânica, há muitas montanhas, que cortam os climas ao longo das suas cordilheiras e criam várias zonas de micro-clima. Uma costa é designada “ocidental” porque é muito influenciada pelo que sucede climaticamente na China e no mar da China, e a outra costa é o Oceano Pacífico, e portanto é influenciada pelo que sucede no Pacífico. Os Tufões são tempestades tropicais, intensas e velozes, com “olho de furação” (neste caso, de tufão) que caminha pelo mapa do Japão geralmente com rota sul-norte ou sudoeste – nordeste (mas cada vez varia mais o padrão, tamanho e intensidade), e que passam pelo Japão sul e centro sobretudo em Agosto e Setembro, raramente chegando ao Japão-norte. Existem dezenas de tufões por ano e o Japão tem um sistema para lidar com estes fenómenos atmosféricos. Para além destes, também as chuvas de Junho são uma particularidade climatérica, designada mesmo como “estação das chuvas” (tsuyu). No caso do Verão japonês, há que considerar a particularidade de ser muito húmido. O nível de humidade acima de 80 por cento não é raro nem episódico, pode durar várias semanas ou mais de um mês consecutivo, o que introduz a necessidade de alguns cuidados de saúde para quem não está acostumado. Do lado do clima frio, há que considerar o oposto, é um frio seco (com as consequências na pele, olhos e respiração que se podem adivinhar). A queda de neve é abundante nas montanhas de Dezembro a Fevereiro, muitas vezes começando tão cedo como Outubro ou prolongando-se até Abril, dependendo da localização. O Monte Fuji, impressionante formação geológica e entidade divina na cultura japonesa, é a montanha mais famosa do Japão, mas o país tem várias montanhas de grande beleza, e tem mesmo uma região de “Alpes” no centro da ilha Honshu. O clima nestas regiões de montanha pode ser tremendamente diferente do clima de uma planície ou de um vale e meros 10 ou 15km de distância, o que por vezes desconcentra os turistas estrangeiros que não estejam preparados para tal.
Em baixo apresentamos informação climática ao nível da temperatura e precipitação, ao longo do ano. Note que os gráficos se referem a locais do Japão que são, primeiro, mais a norte, e depois progressivamente cada vez mais a sul, até Okinawa.






