Partilha de Cha-do – A Via do Chá

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28 de Julho, vários horários das 10h às 13h

“Cha-do”, literalmente A Via do Chá, é uma filosofia prática de origem japonesa. Através da preparação do chá de tipo “matcha” e dos doces tradicionais “wagashi”, os participantes partilham estado de espírito, emoção e pensamento de forma harmoniosa, silenciosa e contemplativa. O “Cha-do” deverá ser realizado em ambiente natural, idealmente num jardim ou numa floresta, em parelhas de apenas dois (anfitrião e convidado) ou entre um número reduzido de pessoas, com tempos de início e fim pré-definidos.

Tal como no Japão antigo, o encontro de “Cha-do” deve estar limpo de qualquer interferência tecnológica, de ruído, de cheiros intensos (exemplo:perfume), de violência ou ansiedade, de expectativa, de comparação e de soberba. O exercício da Partilha de Cha-do é uma oportunidade de desenvolvimento pessoal tanto para o anfitrião como para o convidado. Todos aqueles suja inscrição for aceite receberão formação nesse sentido.

A Partilha de Cha-do é “um evento único na vida”, segundo a filosofia japonesa, e inscreve-se no ciclo das estações do ano através do modo como é realizada. Esta “Partilha de Cha-do” será subordinada a um tema, como dita a tradição, e será revelada aos participantes ao longo do caminho de preparação para o encontro.

Candidatura através de:

https://forms.gle/92gpZ6sm8GJUv4tG9

Se for uma das seis primeiras pessoas a inscrever-se, receberá de oferta este livro:

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Workshops para todos

furoshiki exemplo pacote pequeno_ ines matos_2019Se perdeu o nosso workshop de introdução ao Furoshiki em Coimbra (Maio), pode agora aproveitar a próxima oportunidade no Porto. A loja Kuri Kuri tem uma agenda de workshops de inspiração japonesa, entre eles Kusudama e língua japonesa, e claro, Furoshiki.

O nosso workshop será no dia 27, das 15h às 17h.

Morada: Rua do Rosário, 343, 4050-525 Porto

Inscrições e informações: anabarroscancela@gmail.com

Divulgação de oportunidades

No dia 11 de Maio, a convite do Atlas Hostel de Leiria, fui lá falar das oportunidades que estão em aberto para os portugueses no Japão: de bolsas de estudo a residências artísticas, passando por experiências de turismo imersivo fora da via comercial, o Japão tem muitas oportunidades mesmo, é só candidatar-se!

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Neste pequeno sumário da apresentação poderá ficar com uma ideia dos assuntos, mas não se trata de uma transcrição da sessão toda. Por isso, se quiser que a Divulgação de Oportunidades vá ter consigo, à sua Escola, a uma Associação Cultural da sua área de residência, solicite por email: umlongoveraonojapao@gmail.com

 

 

Vamos fazer furoshiki!

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Anotem na agenda: próximo sábado, dia 4 de Maio, às 4 da tarde, fácil de memorizar 😉

Furoshiki é uma das artes tradicionais do Japão, sendo parte do dia-a-dia dos japoneses como uma forma prática de embrulhar e transportar objectos, e também de decorar os presentes.

Uma das principais vantagens do furoshiki é ser um método ecológico e económico, já que se baseia no uso de panos simples e dispensa a aquisição de sacos de plástico ou mesmo qualquer outro tipo de produto industrialmente produzido.

Neste workshop vamos experimentar várias formas de furoshiki, para além de compreender as origens e aplicações do mesmo.

A formação será ministrada por Inês Carvalho Matos e o workshop terá lugar no atelier-loja Chronospaper, na baixa de Coimbra.

Os participantes deverão trazer objectos nos quais vão praticar as técnicas de embrulho, pelo menos dois dos objectos listados abaixo:

um cesto ou taça, redondo ou oval, com o máximo de 25cm de diâmetro

um pacote de lenços de papel do tipo “tissue”, rectangular (de mesa)

uma garrafa de 50cl, 75cl ou 1l

dois livros de tamanho e peso equivalente, aproximadamente A5 cada um

A participação neste Workshop requer inscrição prévia.

Para se inscrever, por favor submeta a Ficha de Inscrição que se segue

https://forms.gle/vp7M2r2ioQRxFY686

Ou contacte directamente a Loja/Atelier Chronospaper, onde o Workshop se irá realizar.

Rua Adelino da Veiga 51, 3000-003 Coimbra
239 106 424

Os rostos e os rastos que (n)os ligam

A grande-história e a pequena-história têm formas muito interessante de se relacionarem, e muitas vezes é um singelo “fio” que puxa pela meada, até percebermos quantas pessoas e lugares diferentes estão envolvidos. Este será por isso um post invulgarmente longo, e também invulgarmente pessoal, feito de gratidão e de maravilhamento. Pois, também na produção da ciência (conhecimento) há a felicidade, de vez em quando, de sentir em primeira mão essa conexão entre as vontades de pessoas espantosas.

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Num dos nossos Clubes de Leituras do Oriente (o de Novembro de 2017, que podem revisitar aqui) tratámos o livro “O Samurai”, de Shusaku Endo. A obra foi escolhida depois de, numa edição anterior do Clube, termos trabalhado o livro “Silêncio”, que foi escrito antes de “O Samurai” e que, apesar de ficar famoso em Portugal depois do filme, continua pouco compreendido no geral. No livro “O Samurai”, a personagem principal é modelada a partir dos eventos da vida de uma personagem histórica real: Hasekura Tsunenaga. Este vassalo do Senhor Feudal Date Masamune (o daimyou de Sendai) e toda a sua comitiva estiveram efectivamente envolvidos numa daquelas viagens épicas da história da humanidade. E, ao prepararmos os conteúdos para essa sessão, um outro livro e um outro conjunto de pessoas veio ao encontro deste Projecto Cultural e Pedagógico também. O que é espantoso, e ainda mais por ser autêntico e actual, é que esse conjunto de pessoas são indivíduos de hoje, numa terra a umas meras 5 horas de carro, e que são directa e geneticamente relacionados com os eventos que inspiraram Sgusaku Endo a escrever “O Samurai”. Aliás, se o escritor tivesse tido disto conhecimento creio que teria escrito mais um livro…

Quando a “Embaixada Keichou” finalmente chegou a terras de Espanha (para se informar da viagem completa consulte aqui) , em Outubro de 1614, foi numa pequena povoação chamada Coria del Rio que estacionaram durante alguns dias, antes de uma entrada formal na cidade de Sevilha. E é precisamente em Coria del Rio que, nos anos 80 do século XX, começa a tomar forma um movimento de associativismo cívico – primeiro muito informal e depois com cada vez mais apoios do município, entre todos os habitantes que têm no seu nome de família o apelido “Japón”. Sim, com efeito a pequena localidade que dava entrada aos meandros do rio (via obrigatória para chegar a Sevilha), desenvolveu-se durante 400 anos sem perder a ligação àquela comitiva: os seus descendentes sempre mantiveram o sobrenome “Japón”.

A Associação que entretanto de formou estima que existam mais de 1000 pessoas com “Japón” até ao 3º nível de parentesco, e existem registadas mais de 500 com “Japón” em nome próprio ou num dos pais. A abundância de pessoas que têm “Japón” da parte do pai e também da parte da mãe comprova ainda mais o facto de, em Coria del Rio, existir uma circunstância peculiar de ascendência japonesa que se foi mantendo. Do ponto de vista da identidade cultural dos habitantes de Coria del Rio isso também é notório, desde já porque a sede de governo local tem a bandeira do Japão hasteada, e também porque há muitos outros marcadores do espaço público e eventos culturais que remetem para o Japão. Mas tudo isto foi um processo, longo aliás, já que dura há pelo menos 30 anos de forma organizada. E, mais recentemente, em 2014, foi realizado um projecto artístico, focado na fotografia/retrato, para documentar todas as pessoas com o apelido “Japón”.

Essa exposição fotográfica poderia ter ficado apenas em Coria del Rio, ou quanto muito ter chegado em forma de relato ao Japão, já que há muitos japoneses que visitam a localidade espanhola devido a esta história que os liga. Mas, também neste caso, a sinergia não cessou. A energia desta viagem épica do século XVII ainda se sente no modo como os encontros se multiplicam e as iniciativas se sucedem.

Na bela cidade alentejana de Vila Viçosa pode também sentir-se o impacto da passagem de uma embaixada japonesa daquele período histórico, que aliás precedeu a de Kenchou a Espanha. No caso da Embaixada Tenshou – a que passou por Portugal – as circunstâncias foram muito diferentes, e não houve lugar a descendência que se saiba. Contudo, tal como no caso de Coria del Rio, estas embaixadas tiveram um grande impacto e deixaram vestígios documentais que, já no século XX/XXI, vieram a ser “redescobertos” por intelectuais interessados e de visão larga. Assim, os livros produzidos, habilmente redigidos e divulgados junto da população em geral, permitem aos leitores de hoje, e sobretudo aos habitantes destas localidades, ter uma impressão directa do papel que o lugar onde vivem representou na chamada “Primeira Globalização”.

A exposição de fotografias de Coria del Rio chegou ontem a Vila Viçosa, e foi inaugurada com um evento muitíssimo bem organizado e extraordinariamente relevante nas relações entre a Península Ibérica e o Japão. A pequena sala de rés-do-chão do Cine-Teatro Florbela Espanca em Vila Viçosa foi efectivamente o lugar onde se realizou o evento cultural, pedagógico e académico mais significativo do último ano no que diz respeito às relações de diplomacia informal ibero-nipónicas, embora a humildade dos seus protagonistas e a singeleza dos seus organizadores tenham possivelmente distraído o público desse facto.

 

A Exposição “El r@stro del samurái” poderá visitar-se todos os dias da semana e do fim-de-semana, das 14h às 18h, gratuitamente. O catálogo da exposição está também disponível para venda, tendo o PVP de 15 euros, e os fundos revertem para a Associação de habitantes de Coria del Rio com o sobrenome Japón, sendo esses fundos actualmente usados para financiar investigação e promover eventos de interculturalidade.

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Tiago Salgueiro, autor do livro “Do Japão para o Alentejo”, sobre a passagem da Embaixada Tenshou por Vila Viçosa, aqui a apresentar a documentação do arquivo da Fundação Casa de Bragança.

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Professor Doutor Juan Manuel Suárez Japón, membro de grande relevo na Associação Hasekura, aqui a apresentar as circunstâncias únicas de Coria del Rio no que diz respeito à sua relação com o Japão e os japoneses. Com efeito, devido às publicações desta Associação, as quais têm sido feitas em modo bilingue (também japonês), verificou-se um aumento do fluxo de visitantes japoneses, algo que estreitou significativamente as relações internacionais da localidade e trouxe grande satisfação aos “japónes” de Coria.

Convidamos todos os seguidores deste blog a conhecer esta exposição e também a realizar a visita ao Paço Ducal de Vila Viçosa, seguindo os passos da embaixada japonesa que o visitou há quase meio milénio. O estabelecimento de uma geminação entre o município de Coria del Rio e o de Vila Viçosa fazem prever um futuro brilhante para a cooperação entre estas duas localidades no que diz respeito à gestão do património cultural relacionado com o Japão – que é o factor que mais as aproxima – pelo que as relações ibero-nipónicas podem ter aqui um novo fôlego. Nós esperamos que sim, e teremos muito gosto em documentar as próximas iniciativas!

(Para efeitos jornalísticos, se desejar aceder a mais fotos e vídeos deste evento, queira por favor contactar umlongoveraonojapao@gmail.com)

 

 

Já leu os nossos guias mais recentes?

Publicamos regularmente guias para viajar no Japão, os quais estão acessíveis gratuitamente através do nosso parceiro: o site Japantravel. Os guias mais recentes são sobre festivais dedicados à arte e têm em comum o facto de estarem ligados ao cultivo do arroz. Há tantas experiências fabulosas à sua espera no Japão! Se quiser saber mais contacte-nos: umlongoveraonojapao@gmail.com

Siga para a página do Japantravel para ler o guia “Campos de arroz como nunca os viu!”. 

Este guia irá dar-lhe toda a informação que precisa para visitar um lugar muito especial, onde se realiza uma forma de “landscape art” única. O Festival Inakadate Tambo Art é uma expressão extraordinária de como é possível desenhar com plantas vivas, atraindo assim visitantes nacionais e estrangeiros a uma pequena localidade rural.

Siga para a página Japantravel para ler o guia “Terrível ou Belo? Escolha o seu gigante de palha!”

Neste guia ficará a conhecer o Festival Wara Art, no qual se usa uma matéria-prima que é normalmente considerada um desperdício – a palha de arroz – para fabricar artesanalmente impressionantes mega-esculturas de animais, as quais ficam durante o Verão a adornar um parque em Niigata.

Depois de ler estes guias esperamos os seus comentários, que podem ser feitos na página do Japantravel ou para o nosso email.

Sobre o que é que gostaria de ler a seguir?

Beppu 2019 alojamento

O programa de residências artísticas Beppu 2019 permite aos artistas selecionados residir durante 20 dias na pequena cidade costeira de Beppu, localizada na prefeitura de Oita.

Durante esse período de tempo, para além de quarto, acesso a termas (onsen) e vários tours e workshops, têm espaço para trabalhar nos seus projectos e encontros com artistas locais.

As fotografias que se seguem ilustram as condições de estadia (foram tiradas exactamente onde os artistas vão ficar).

 

Não se incluem aqui as fotos dos ateliers e outros espaços de trabalho, pois esses dependerão das necessidades dos artistas selecionados.

Este programa não tem fins llucrativos. A organização não carece de honorários.

Para mais informações solicite o documento com as condições de candidatura através de e-mail: umlongoveraonojapao@gmail.com.