Lições do Japão

Neste momento o mundo enfrenta uma pandemia inédita. O Covid-19 é uma doença nova, sobre a qual não se conhece ainda tudo e que infelizmente já trouxe grande sofrimento a muitos de nós. Respeitamos os que, com bravura, cuidam da nossa saúde, alimentação, segurança, gestão pública, e também de todos os que continuam a produzir arte e cultura para alimentar a mente e o coração. Durante vários dias, ponderando se deveríamos criar um post para este blog, colocou-se a questão “como fazer a diferença pela positiva?”. Com efeito, não faz sentido agora mostrar as experiências em viagem, porque as viagens desta Primavera estão suspensas. Também não podemos mostrar as aulas, workshops, cursos e exposições, porque também isso ficou adoado por tempo indeterminado. Podemos sim contribuir com um pouco de sabedoria e conhecimento no sentido de procurarmos todos proteger-nos o melhor possível. Há um lugar para onde nos voltamos sempre: o Japão. E por isso voltámos a essa premissa inicial, a essa fonte de inspiração, para criar este artigo. Esperamos que gostem e que estejam bem, se possível em isolamento social ou quarentena, para que o futuro venha a ser melhor do que o presente.

 

1.  A cultura de não tocar no rosto

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No Japão a etiqueta de comportamento correcto para cada situação tem, mesmo nos dias de hoje, uma grande importância. Para ambos os géneros, homens e mulheres, tocar frequentemente no rosto ou cabelo, é considerado inapropriado. Se feito em demasia dá a impressão de alteração de estado de espírito, ansiedade, nervosismo, e por isso é indicador de fraqueza de carácter. Tocar frequentemente na cara, como se não pudesse ter controlo sobre esse “tique” é portanto algo que diminui a credibilidade de uma pessoa. É algo tão profundamente imbuído na cultura que, desde cedo, as crianças aprendem a limitar o gesto de tocar no rosto.

As mulheres japonesas têm esta regra de “não tocar no rosto” como um mandamento rigoroso. As geixas e maikos dão-nos uma ideia do quão complicado é fazer a maquilhagem tradicional japonesa, a que seria usada por senhoras dessa ocupação mas também – em versões semelhantes – pelas damas de boas famílias. O gosto por uma pele branca de porcelana, lisa e imaculada, fez as japonesas apreciarem sempre os cremes de branqueamento do rosto e o hábito de não tocarem na cara. As mães japonesas do século XX habitualmente davam uma pequena palmada na mão das suas filhas adolescentes se as viam a coçar a cara ou apertar uma borbulha, para as desabituar desse gesto.

Quando o desconforto do rosto aumenta, especialmente no Verão, porque o calor e humidade provocam suor, os japoneses usam um lenço de bolso ou uma pequena toalha para absorver a humidade e apaziguar o desconforto, sem fricção na pele. Este modo gentil cria, de modo natural, muito menos contactos entre a mão (dedos) e o rosto directamente. De modo indirecto isso reduz também a quantidade de vírus e bactérias que colonizam o rosto ou que podem causar infecção por via das mucosas ou das vias respiratórias.

Apaziguar o estado interior, ter plena consciência de todos os movimentos do seu corpo, controlar todos os gestos, é uma parte fundamental de várias artes tradicionais japonesas, desde as artes marciais do Bushido até à Cerimónia do Chá, passando pela meditação zen e muitas outras práticas. Há uma certa “familiaridade” entre todas elas, e que também se manifesta de modo prosaico nas coisas do dia a dia, simplesmente porque faz parte da educação das pessoas aquando da sua socialização, primária e secundária.

 

2. As máscaras

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No Japão o uso de máscaras para o rosto é muito mais corriqueiro que no ocidente. Por terras de sol nascente as máscaras podem servir vários propósitos e há tantas variedades que as possibilidades são quase infinitas. Heis algumas das situações em que é perfeitamente banal usar máscaras de rosto no Japão, e o tipo de máscara que se usa:

Cenário A

Homem jovem acorda com ligeiro desconforto na garganta. Ao abrir a janela para iluminar a casa respira o pólen das árvores em frente da casa e espirra imediatamente. Habitualmente sofre de “kafunshu”, ou alergias de Primavera, por isso vai logo buscar as suas máscaras habituais, que tem sempre em casa. São muito confortáveis porque duram o dia inteiro, são feitas de fibras sintéticas, em várias camadas, e o exterior é preto, Monocromático. Como o fato que tem de usar para o trabalho é também preto, esse tom sóbrio é o melhor. Usa-as logo ao sair de casa porque vai apanhar o metro e não quer espirrar para cima das outras pessoas. Se espirrar várias vezes ao longo do dia terá de substituir a máscara provavelmente, por isso leva outra na mala.

Cenário B

Mulher jovem acorda um pouco atrasada de manhã. Depois de se arranjar para sair verifica que já não tem muito tempo para arranjar o cabelo e a maquilhagem, o que a incomoda muito. A empresa onde trabalha, como é regra no Japão, exige código de vestuário e apresentação, por isso tem mesmo de conseguir arranjar-se convenientemente antes de entrar no trabalho. Felizmente o local onde mora fica a meia hora de comboio do trabalho, e durante as primeiras estações o comboio costuma estar pouco cheio. Sabe que é contra o regulamento da companhia de transportes fazer a maquilhagem no comboio, mas desta vez vai ter de o fazer, já que não terá tempo de se arranjar em casa. Não precisa de ficar absolutamente perfeito, já que na empresa pode ir à casa de banho arranjar-se melhor. Mas tem de ser o suficiente pelo menos para colocar maquilhagem nos olhos, já que o resto pode tapar com uma máscara simples de pano branco. Coloca então tudo o que precisa na mala, a máscara no rosto e sai para a rua. Irá com a máscara todo o caminho até à empresa. Ninguém irá estranhar nada porque as pessoas costumam usar máscaras pelos mais variados motivos. Em ocasiões anteriores já usou por ter uma borbulha na face que não queria que vissem.

Cenário C

Rapaz adolescente regressa a casa muito tarde, vindo do centro de explicações. Está muito mais frio do que pensava e nem sequer levou o casaco porque se esqueceu dele na escola. Durante o caminho para casa, que faz de bicicleta, começa a chover. Ao chegar a casa, encharcado, vai logo tomar um banho quente, mas mesmo assim no dia a seguir tem uma constipação. É só um ligeiro corrimento nasal e garganta dorida, mas mesmo assim tosse de vez em quando. Antes de sair de casa verifica se tem febre. Segundo o regulamento da sua escola, se tiver febre superior a 38 graus não pode ir, mas desde que a febre seja baixa não tem dispensa das aulas. Como tem apenas 37 graus, nem sequer se qualifica como febre, e então coloca no bolso duas máscaras azuis baratas, daquelas que se compram na loja de conveniência, e vai colocando uma enquanto sai de casa. Vai ter de usar máscara todo o dia, inclusive nas aulas. Mas até não é mau, porque os professores costumam ser mais benevolentes quando vêm os alunos com máscara. Assumem que estão constipados ou com alergias e que os medicamentos que estão a tomar dão sonolência, por isso não se importam quando eles adormecem nas aulas. Hoje vai aproveitar para dormir nas aulas da manhã.

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Em qualquer uma destas 3 situações, nenhuma das máscaras usadas tinha qualquer efeito na prevenção efectiva de vírus e bactérias. Embora seja possível comprar máscaras com capacidades mais “médicas”, a verdade é que a maioria daquelas que se usam servem apenas para barrar a projecção de gotículas ou poeiras, e sobretudo ocultar a face. A ocultação da face, através do uso da máscara, pode até ser assumida de modo decorativo, através do uso de máscaras bonitas, personalizadas, em sub-culturas de moda como a “lolita” por exemplo. As jovens japonesas, que cultivam o ideal de “aparência de extrema timidez”, escolhem muitas vezes usar máscaras para expor o menos possível o rosto, e consequentemente ocultar a manifestação clara das suas emoções através da expressão facial. Esconder, ocultar, tapar, é um traço apreciado na cultura japonesa, por oposição às ideias ocidentais de mostrar e exibir claramente o rosto e todas as expressões emocionais. Um rosto descoberto na sua totalidade, com uma expressão franca e desinibida, olhos bem abertos, boca que se articula sem vergonha, tudo isso que é visto na cultura ocidental como franqueza e autenticidade, é na cultura japonesa algo desconcertante, que pode inclusivamente tornar o interlocutor (japonês) muito desconfortável.

Por ser algo banal, o uso da máscara no Japão não assusta ninguém, não transmite a sensação de perigo de saúde pública. E também por ser banal, há em abundância nas lojas e toda a gente já tem algumas de reserva em casa. As pessoas podem usar máscaras que eventualmente pouco ou nada eficazes são contra um vírus como o COVID, mas pelo simples facto de as usaram já emitem menos projecção de tosse ou espirros para os outros, e tocam muito menos na face. Essas duas consequências são, por si mesmo, já algo benéfico para o controlo da viralidade desta doença.

 

3.  A entrada da casa

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Na arquitectura tradicional japonesa, do foro doméstico, existe um espaço específico na entrada denominado “genkan”. Este espaço foi tendo um modelo variável ao longo do tempo, mas algumas das suas características essenciais estiveram sempre presentes. O “genkan” fica sempre na entrada da habitação (seja ela familiar ou um alojamento que recebe hóspedes), estando num nível inferior em relação ao resto da habitação (é necessário subir um degrau para lhe aceder). Geralmente, antes do “genkan”, há um pequeno jardim com uma fonte de água, para lavar as mãos e o rosto. No jardim, junto à fonte, ou então na primeira parte do “genkan”, deve sempre haver esse espaço de limpeza e também uma fonte de luz/fogo. Antigamente o elemento luminoso assumia a forma de uma lanterna de pedra mas modernamente pode ser uma luz eléctrica. Nos apartamentos japoneses modernos, se o “genkan” não puder ter uma zona de lavagem, a entrada para o wc pode fazer-se lateralmente, antes de entrar no resto da casa.

O “genkan” tem duas funções essenciais: arrumar o que é da rua (e que se pega nesse lugar antes de sair e ali se guarda ao regressar), e arrumar os sapatos. Os movimentos das pessoas no “genkan” são executados de modo que o que é “da rua” nunca passe para o patamar de cima (acima do degrau), e o que é “de casa” nunca passe para o patamar de baixo. Os sapatos por exemplo, se são os da rua, não se tocam com as mãos, e os chinelos de casa não se descem. Esta maneira muito prática de dividir o que é de dentro e de fora, apurada ao longo dos séculos, é a disciplina mais eficaz para separar os germes exteriores do ambiente higienizado do interior. Se um apartamento tem menos espaço do que uma casa tradicional, o “genkan” pode ter menos espaço de arrumação para malas, casacos e sapatos, mas as funções são as mesmas.

Na fotografia acima, do lado direito, é possível ver uma sapateira. Junto à sapateira há um estrado de madeira no chão. Este estrado está apenas a poucos centímetros do chão de pedra, mas está efectivamente separado deste. Quando uma pessoa entra na casa, com chão de pedra, deverá descalçar os sapatos voltado para a sapateira, sem poisar os sapatos no estrado de maneira. O estrado de madeira serve para a pessoa estar de meias ou de pés nus, depois de se descalçar, enquanto coloca os seus sapatos nas prateleiras. A partir do estrado de madeira, a pessoa que acabou de entrar em casa passa para o degrau superior, onde calça os chinelos. Os chinelos já estão ali alinhados à espera da próxima pessoa que vai entrar.

No móvel que se pode ver em frente à sapateira, no lado esquerdo dessa mesma foto, podem guardar-se casacos, chapéus, e malas. Todas essas coisas devem poisar-se ali antes de tirar os sapatos e antes de entrar em casa. Normalmente coisas como loção de creme para mãos, um pequeno espelho, as chaves de casa, etc, também são deixadas nesse espaço.

A fonte, que na arquitectura tradicional fica junto à entrada e nos apartamentos modernos é substituída pela entrada lateral para um wc, complementa este modelo perfeito de higienização profilática, já que se lavam as mãos antes de entrar no lar propriamente dito.

 

4. Percepção de espaço pessoal, distanciamento, etiqueta

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Uma vez estando no Japão, e nas mais variadas situações, em contexto de interacção social, assumimos uma percepção de espaço pessoal que é muito diferente daquela que é mais comum no mundo ocidental, e especialmente nas sociedades de matriz latina, como é o caso de Portugal.

Como se pode ver nas fotos acima, que são representações realistas de eventos quotidianos, cada indivíduo tem uma “bolha” de espaço pessoal que é muito maior do que seria, por exemplo, em Portugal. Assim, esse espaço inviolável, não é penetrado levianamente. Possivelmente, apenas entre os membros da família próxima a “bolha” pode ser menor ou perto de zero. Mas, de modo geral, não há toque directo e nem sequer proximidade entre as pessoas. O espaço que está à volta de uma pessoa é variável conforme o tipo de situação, mas nunca é menos de 1m (do centro do corpo).

Quando os amigos se encontram para tomar um café e conversar, o amigo ou amiga que já se encontra no local cumprimenta com um aceno de mão junto ao corpo (como se vê em cima), ou com um pequeno aceno de cabeça (já que são amigos próximos), mas não com beijos, abraços ou “passou-bem”. Quando os amigos conversam no café estão sentados a uma distância de aproximadamente um metro, podendo estar directamente frente-a-frente ou ligeiramente de lado. Não é educado inclinar-se ou tocar no outro. Quando é preciso dar alguma coisa, seja para pagamento numa loja ou oferta de um presente, há um local para o fazer. No caso das lojas há um pequeno tabuleiro junto à caixa onde se coloca o dinheiro, este não é entregue em mão ao funcionário que está na caixa. Quando uma pessoa quer dar a outra o seu cartão com o cargo que exerce e os contactos, apresenta o cartão voltado para quem o está a receber, e toca-lhe o menos possível. Mantém os seus dedos nos dois cantos do cartão mais próximos de si, de modo que a outra pessoa peque o cartão pelos dois cantos que lhe estão mais próximos, sem que tenha de tocar onde o outro tocou. O pormenor poderá parecer excessivo numa descrição como esta, mas na realidade do dia-a-dia, estes gestos estão já muito naturalizados, e quando uma pessoa vive no Japão absorve estes comportamentos com relativa rapidez, verificando que são muito convenientes.

A saudação com vénia, que serve para “olá” e também para “adeus, até breve”, e que se pode ver acima entre duas senhoras junto à entrada de uma estação de transportes, também demonstram apreço e respeito, e uma verdadeira ligação entre as pessoas, sem que seja preciso qualquer tipo de contacto físico directo. Estas práticas conduzem a uma menor probabilidade de passagem de vírus e bactérias entre as pessoas, sendo esse um benefício indirecto mas muito bem vindo neste momento.

 

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Na data em que estamos a escrever este artigo, o Japão está também a sofrer os efeitos desta pandemia, como todas as outras nações, mas efectivamente demonstrou até à data um resultado estatístico muito abaixo daquilo que seria de prever dada a sua proximidade com a China e a Coreia, ambas gravemente afectadas. Apesar de ter uma população muito envelhecida e cidades onde a proximidade de pessoas em transportes públicos e locais de trabalho é inevitável, o Japão talvez esteja a usar a seu favor alguns dos elementos acima apresentados, pelo que a sua importância não deve ser subestimada.

Desejamos a todos os nossos leitores que se encontrem seguros, saudáveis e bem, e esperamos que possam olhar para o futuro com optimismo e esperança. Vamos procurar ajustar os conteúdos deste blogue às necessidades dos nossos tempos, e estamos também a publicar regularmente no nosso facebook .

 

 

 

O que diz quem foi ao Japão

Visitar o Japão com um programa feito à medida é substancialmente diferente de ir apenas “fazer turismo”. Acreditamos que o país, a sociedade, a cultura e as pessoas têm muito para descobrir, e que cada ser humano é único nas suas preferências e na sua personalidade. Mostrar o Japão real, “ensinar” o Japão através da experiência prática e imersiva, não é igual para todos. Nenhuma experiência pedagógica é. Nos workshops, nos cursos e em todas as outras ocasiões formativas seguimos esse princípio, na visita – em viagem – também.

A Mariana, que nos contactou em meados de 2019, tinha um sonho: ir ao Japão. O seu percurso de vida e as suas escolhas já a tinham levado a implementar um conceito muito japonês em Portugal: o pet-café ( Pet & Tea, localizado na Baixa de Coimbra, o primeiro nessa cidade, e um dos primeiros no país). Ao conhecer a Mariana logo se percebeu que para ela o factor “gastronomia” era uma via fundamental para entrar na cultura japonesa, até porque a sua vida profissional passa precisamente por imaginar, confeccionar e servir a felicidade através da comida, no seu café e na sua vida.

Claro, para além desse factor, também foram tidos em conta outros vectores, sempre na perspectiva de responder à questão:  “Como tornar a experiência da Mariana no Japão em algo que inclua a aprendizagem de todos estes conteúdos específicos que queremos introduzir (de história, arte, cultura, língua, etc) e ainda a diversão e alegria que caracterizam umas merecidas férias?”. O resultado, pelas palavras da própria, pode ver-se nestes dois vídeos, filmados já em Fevereiro de 2020, na sala dos gatinhos *, no seu café.

 

 

* Os gatinhos da Pet & Tea são resgatados da rua e estão para adopção.

Março: um mês cheio de Japão!

O mês de Março marca a chegada da Primavera, mas não só… No que toca a oportunidades para contactar com a cultura japonesa, a comunidade de japoneses residentes em Portugal e diversos eventos ligados aos estudos japoneses, Março está recheadinho de coisas boas!

 

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1 de Março – das 15h às 18h – Kuri Kuri Shop – Porto

Workshop de Origami Kusudama

Reservas e informações por email ou telefone: anabarroscancela@gmail.com ou 963382500

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6 de Março – das 15h às 15:30 – online (portanto, em todo o lado)

Primeira parte desta conversa/entrevista vai ser publicada no canal de Youtube e existirá interacção em directo através do chat/comentários no Youtube.

 

7 de Março – das 15:30h às 17:30h – Embaixada do Japão em Portugal – Lisboa

Workshop de Kirigami: corte artístico de papel

Esta actividade será realizada em língua japonesa e destina-se a todos aqueles que tenham um nível de língua japonesa acima do básico, de modo a poderem praticar também o uso de japonês. As inscrições são feitas através da Embaixada do Japão em Portugal

 

7 de Março – das 18h às 19:30h – Embaixada do Japão em Portugal – Lisboa

Vamos Japonicar: conversação em língua japonesa

Link oficial do evento: https://www.fundacionjapon.es/es/Actividades/Lengua-Japonesa/evento/204/vamos-a-japonicar-lisboa-2020

 

7 de Março – das 15h às 17h – Kuri Kuri Shop – Porto

Workshop de Língua Japonesa (introdução) –> ver dados para contacto acima

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14 de Março – das 15h às 17h – Kuri Kuri Shop – Porto

Furoshiki: a arte japonesa de embrulhar com tecido –> ver dados para contacto acima

 

14 de Março – das 15:30h às 17:30h – Escola de línguas LanguageCraft – Lisboa

Viver e Estudar no Japão. Oportunidades e Desafios” – sessão de esclarecimento dinamizada pela JPAG (Japan Portugal Alumni Group) e com o apoio da Embaixada do Japão em Portugal.

A entrada é livre, estando apenas sujeita à disponibilidade do espaço, pelo que é necessária a reserva de lugar com a maior brevidade, quer por e-mail, quer por telefone (geral@languagecraft.pt , 213153396).

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21 de Março – das 15h às 17h – Kuri Kuri Shop – Porto

Workshop de Caligrafia e Carimbo Japonês –> ver dados para contacto acima

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29 de Março (domingo) – das 10:30 às 11:30 – Museu Nacional de Arte Antiga – Lisboa

Visita Guiada Arte Nanban, por Inês Matos

Esta visita guiada é realizada pelo Projecto Cultural e Pedagógico Japão e Portugal, e não pelos Serviços Educativos do MNAA. A participação é gratuita mas requer marcação por email, exclusivamente para umlongoveraonojapao@gmail.com

Segundo indicação do MNAA, a bilheteira para os domingos de manhã é gratuita, pelo que não é necessário pagar bilhete para entrar no Museu.

 

Visita temática ao Japão – Verão 2020

Apresentação da Oportunidade de visita no Japão - segunda quinzena de Agosto - 2020 capa wordpress

Tal como no ano passado, este Projecto Cultural e Pedagógico tem em aberto as candidaturas para integrar um pequeno grupo a fim de realizar uma visita de estudo orientada no Japão. Saiba mais sobre esta oportunidade através do documento (PDF) que pode descarregar aqui:     Para ter acesso ao documento PDF com todos os detalhes por favor peça por email –> umlongoveraonojapao@gmail.com

Apresentação da Oportunidade de visita no Japão – SEGUNDA quinzena de Agosto – 2020

Iremos definir o grupo nos primeiros meses de 2020 e temos apenas 5 lugares disponíveis neste momento, pelo que recomendamos que nos contacte com a maior brevidade possível. Não podemos fazer “reserva de lugar” nem efectuar nenhum aceitamento tácito sem primeiro ter contacto directo com o candidato e apresentar os requisitos essenciais para poder participar. Mais uma vez, confiamos na boa vontade de quem visita este blog para que remetam única e exclusivamente para o nosso email oficial os pedidos de esclarecimento:

umlongoveraonojapao@gmail.com

Esperamos que nos seja possível ajudar quem quer conhecer melhor a história, arte e cultura do Japão, num espírito de amizade e gosto pelos Estudos Japoneses, e por isso abrimos este programa à população em geral.

Este Verão, vamos ao Japão ?

 

Visita temática ao Japão – Fevereiro 2020

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Neste blogue temos publicado informações a respeito do desenvolvimento dos nossos programas de visitas culturais e temáticas ao Japão, numa óptica de “estudos japoneses in situ”. Lançamos agora uma oportunidade para os nossos leitores, que apenas estará disponível por um reduzido período de tempo.

O tema desta visita ao Japão é o património histórico-cultural relacionado com a presença portuguesa e com forte componente da história e evolução do cristianismo naquele país. Contudo, e pensando nas preferências daqueles que nos têm procurado para esclarecer as suas dúvidas, também não descurámos a componente de fruição dos outros aspectos da cultura japonesa e até da génese das comunidades que, não sendo japonesas de origem, contribuíram para o Japão como ele é hoje. Assim, na proposta que podem ver em seguida, apresentamos uma criação original e única, que não tem realmente nenhum equivalente em Portugal, e que criámos com muito carinho especialmente para o público português.

Esta visita temática ao Japão foi marcada para estas datas, de 30 de Janeiro a 12 de Fevereiro, para que a passagem pela cidade de Nagasaki coincidisse exactamente com o aniversário do evento dos 26 Mártires (iremos visitar o local do martírio, o Mural Comemorativo, o Museu e a Igreja), já que o mesmo ocorreu a 5 de Fevereiro de 1597. Também tivemos em consideração o facto de estar a decorrer o Festival das Lanternas, um evento muito importante no calendário de festivais tradicionais japoneses, e que tem lugar nesta cidade logo após o Ano Novo Chinês. Assim, os viajantes poderão compreender, em contexto imersivo, o que aliás caracteriza as nossas propostas, como é múltipla a identidade específica desta cidade, e como é extremamente interessante a forma integrada como essa pluralidade tem sido gerida pelas respectivas comunidades.

 

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Pedimos a vossa compreensão para o facto de não podermos colocar aqui neste blogue detalhes muito precisos acerca desta oportunidade, o que se prende com a necessidade de protegermos os nossos direitos autorais. Infelizmente já nos aconteceu ver as nossas propostas, aqui publicadas em primeira mão, e que resultaram de um processo de investigação muito demorado e laborioso, indevidamente apropriadas por terceiros, que com fins ilícitos as furtaram e com grande prejuízo para a nossa parte as comercializaram, sem justo conhecimento dos seus conteúdos originais. O maior dano dessas acções é naturalmente para aqueles que, inadvertidamente, se encontram em primeiro lugar com fontes não autorizadas de divulgação dos conteúdos que são originais e exclusivos deste projecto cultural, e isso entristece-nos enormemente.

Consulte o PDF no link abaixo indicado:

>>>>>>>>>>>>Apresentação da Oportunidade de Visita no Japão – Fevreiro de 2020 – Condições e Itinerário <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

Se desejar saber mais detalhes do que aqueles que são aqui apresentados, poderá contactar por email: umlongoveraonojapao@gmail.com

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A visita temática ao Japão irá realizar-se entre 30 de Janeiro e 12 de Fevereiro de 2020.

Trata-se assim de um período de viagem de 14 dias.

 

Vamos passar por Nagasaki e saber tudo sobre a presença portuguesa nessa emblemática cidade portuária, bem como o impacto que o cristianismo teve na região;

 Vamos explorar a antiga capital imperial como nunca a viram, como nem a maior parte dos japoneses a conhece, percorrendo 2000 anos de história em 24 horas;

Vamos conhecer o que a UNESCO classificou como Património Mundial da Humanidade, e de várias formas, já que vamos visitar (castelos e templos), provar (gastronomia), caminhar (montanhas), e viver (festivais);

Vamos habitar espaços que constituem a cultura viva do povo nipónico, dormindo em ryokan e mergulhando em águas termais;

Vamos conhecer pessoalmente as pessoas que vivem no Japão de modos tão tradicionais e tão alternativos, que são do Japão e do mundo, e ouvir as suas realidades, de uma e de mil gerações;

Vamos perder os sentidos nos néons das ruas movimentadas, como em Osaka, e apurar os sentidos na serenidade dos salões de chá , como em (não dizemos, venham descobrir…).

 

Apenas poderemos realizar esta ideia que muito estimamos e que preparámos com todo o cuidado se nos apresentarem alunos/viajantes na quantidade exacta de 4 pessoas para a constituição deste grupo. Não se tratando de venda de produto ou serviço não podemos marcar o que é necessário junto dos nossos parceiros japoneses se for de outro modo. Se uma pessoa, individualmente, desejar realizar esta visita temática, deverá contactar-nos e também procurar reunir outras 3 pessoas que com ela/ele viajem, já que o nosso programa cultural e pedagógico não pode activamente recrutar viajantes e não pode ceder a prestação do serviço senão a um grupo de 4 pessoas previamente constituído.

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Vamos caminhar muito, aceitamos todos os que quiserem aderir a esta proposta mas devem assegurar que têm condições físicas para acompanhar os habituais 10+ km diários.

Vamos estar entre japoneses, de perto, por isso não existirá tolerância para desrespeito das convenções de sociabilidade ou para comportamentos abusivos, nem tão pouco para a violação das leis do país ou do local (incluindo estabelecimentos e alojamentos).

Menores de idade deverão necessariamente fazer-se acompanhar por um adulto que seja por eles responsável.

Este programa de visita temática não está disponível para agências de viagens ou para pessoas que, habilitadas ou não para tal, venham a procurar “vender” ou “revender”, “guiar” ou “liderar” o nosso programa de visita temática.

Os viajantes deverão compreender que se trata, acima de tudo, de uma visita na perspectiva da aprendizagem, da imersão cultural, dos estudos japoneses, e do respeito pelos parceiros japoneses que confiam em nós para nos receber no Japão.

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orçamento de despesas com esta viagem, para cada um dos viajantes, não ultrapassa os 2000 euros.

Essa perspectiva de despesas incluí : alojamento, pequenos-almoços, transportes, guias locais, experiências e visitas em observância do itinerário, uso de rede wifi e transferes de/para o aeroporto.

Dentro dessa perspectiva de despesas considerámos condições de alojamento muito superiores ao que temos visto que habitualmente se apresenta disponível àqueles que desejam visitar o Japão, já que nos foi possível assegurar alojamento em quartos individuais com WC e duche privado.

À excepção da pernoita em Ryokan, que é um alojamento tradicional japonês no qual os hóspedes dormem comunalmente, cada um no seu futon, mas todos no mesmo grande salão com pavimento em tatami, todos os outros dias o alojamento é nas condições acima indicada: quarto privado, WC privado, pequeno almoço assegurado. 

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Esclarecemos desde já que as acções deste projecto cultural e pedagógico não têm fins lucrativos, pelo que não estamos a vender nenhum produto e serviço. Um programa de visita ao Japão, e que incluí naturalmente alojamento, transportes, uso de redes de comunicação, entrada em museus, e compensação para guias locais, acarreta necessariamente custos. Contudo, aquilo que aqui se disponibiliza é realmente sem fins lucrativos. Não revendemos esses custos, não somamos benefício, nem emitimos recibo, pelo simples facto de não estar em causa acção de venda comercial, nem de viagens nem de produtos turísticos. Gostaríamos que os nossos leitores compreendessem que os valores apresentados se destinam somente a cobrir despesas inerentes à execução das propostas, e não constituem “pagamento” de coisa alguma. Se, a devido momento, considerarem dar alguma coisa para a continuidade do funcionamento das acções beneméritas deste projecto cultural e pedagógico, que vive e sempre viveu de voluntariado e dedicação abnegada, agradeceremos muito o donativo, mas o mesmo não é um requisito.

A única prestação de serviço associada a este programa, sendo essa uma actividade profissional da autora da ideia e dos conteúdos específicos do itinerário, é a prestação do serviço de consultoria especializada para o planeamento de viagem e autoria de experiências de turismo imersivo. Esse serviço encontra-se disponível para o público geral e a autora cedeu ao mesmo custo-base do público geral para este Projecto Cultural e Pedagógico. O custo da prestação de serviço em questão é portanto o mesmo para qualquer pessoa que procure um programa temático específico, e portanto também para quem desejar este programa temático específico. O custo da prestação desse serviço é 300 euros+IVA (para solicitação de recibo), mas a autora apresenta-o à disponibilidade daqueles que o encomendem através deste Projecto Cultural e Pedagógico com um valor bonificado de 200 euros+IVA até 17 de Dezembro. O valor bonificado não está disponível após 17 de Dezembro.