Programa de Língua Japonesa

Recomeçamos o nosso programa de língua japonesa em Outubro. Procuraremos concentrar as aulas aos sábados, para maior conveniência dos trabalhadores e estudantes que já têm a semana ocupada. Contudo, poderemos também abrir um horário à sexta-feira à noite – como aconteceu no ano passado – se reunirmos um grupo com o mínimo de 5 pessoas no mesmo nível. Envie-nos email e procuraremos acomodar as suas necessidades de aprendizagem.

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Como é que se diz…?

8 set 2018 workshop linguistico para viajantes

Neste workshop linguístico aprenderá a pronunciar, compreender e usar as 10 expressões mais úteis em língua japonesa (e outros conteúdos associados), as quais farão toda a diferença na sua experiência de viagem.

Este workshop foi concebido para aumentar a qualidade da experiência daqueles que planeiam visitar o Japão brevemente, desejando conhecer previamente alguns elementos da sua língua, cultura, história e sociedade.

Para além deste workshop linguístico existem outros eventos de formação previstos. Por favor consulte os outros artigos neste blog ou escreva-nos para umlongoveraonojapao@gmail.com

Curso Intensivo

Durante o mês de Julho decorreu o nosso Curso Intensivo de Introdução à Língua Japonesa, para dar um “empurrãozinho” aos alunos que pretendem iniciar a aprendizagem de japonês no próximo ano lectivo.

Se desejar inscrever-se no nosso programa de língua japonesa, quer seja no nível de iniciação ou noutros níveis, contacte-nos através de umlongoveraonojapao@gmail.com

Primeira aula do curso intensivo de Julho 2018

 

Curso intensivo

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Estamos a receber inscrições para o Curso Intensivo de Introdução à Língua Japonesa, o qual irá decorrer no mes de Julho.

Se quer fazer a inscrição em nome do seu filho/a, indique no e-mail a idade do/a menor e certifique-se que reúne as condições para participar.

Informações e inscrições por e-mail: umlongoveraonojapao@gmail.com

 

Primeiro “Vamos Japonicar!” em Portugal

No passado dia 26 de Maio realizámos em Coimbra o primeiro “Vamos Japonicar!” em Portugal.

O nosso evento teve como base o modelo oficial da Japan Foundation, pólo de Madrid, a qual nos deu informação e autorização para concretizar o “Vamos Japonicar!” do sábado passado. O modelo espanhol tem o título “¡Vamos a nihonguear!”, e por isso a versão em Portugal ficou com o título “Vamos Japonicar!”. Para saber mais sobre o “¡Vamos a nihonguear!” consulte a página oficial .

Apesar de termos de respeitar certos parâmetros, a verdade é que foi necessário fazer várias adaptações para que o evento fosse bem sucedido no contexto português. Desde logo o alinhamento das actividades é uma criação original nossa, pois para além de darmos um tema geral – férias de Verão – também criámos actividades específicas e sequenciais para fazer ao longo das duas horas de duração do evento. A parte de conversação orientada foi aqui muito mais trabalhada, já que os alunos tinham três etapas de conversação diferentes: primeiro sobre o jogo da karuta e as expressões lidas a partir do jogo; segundo sobre os lugares que mais gostavam na cidade e região (conversando portando dos seus interesses e hábitos); terceiro sobre que lugares e actividades seriam ideais para planear de um dia de férias (a última actividade consistia na criação de um plano para um grupo de pessoas e com um orçamento pré-definido).

O facto de realizarmos este evento em Coimbra e portanto de termos uma maioria de participantes da região, também influenciou o modo como coordenámos o evento. Quase 100% dos participantes eram estudantes da Universidade de Coimbra, tanto os japoneses que estão por cá a fazer o curso de língua portuguesa para estrangeiros como os portugueses que são ou já foram nossos alunos nos programas de língua japonesa. Contudo o evento foi aberto a toda a sociedade, e se pudermos vir a realizar mais iremos manter a porta aberta para participantes de todas as idades e proveniências, desde que com o nível A1 já realizado.

Este foi mais um evento sem fins lucrativos, no qual tanto eu (Inês Matos), como a docente de língua japonesa (Ayano Sensei) trabalhámos voluntariamente e de modo independente de qualquer instituição. O preço de entrada (que não era obrigatório, já que vários estudantes com necessidades económicas entraram sem pagar) era apenas dois euros por pessoa, para cobrir a despesa do aluguer da sala. Naturalmente estamos muito satisfeitas com o evento, pois teve grande adesão – 25 participantes! – e proporcionou a oportunidade de estes dois grupos de pessoas se conhecerem e poderem no futuro continuar a aprender a língua uns dos outros e a respeitarem as diferenças de cultura e mentalidade uns dos outros.

A todos os que estiveram presentes, e que com a sua boa-disposição, tolerância, simpatia e amizade tornaram este evento uma verdadeira ocasião de partilha e de crescimento, estamos profundamente agradecidas!

 

 

Aprender japonês com séries – III

Nos primeiros artigos dedicados a aprender japonês com séries já cobrimos grande parte da questão da metodologia. Neste artigo vamos dar exemplos práticos a partir de uma nova recomendação de série.

A série chama-se “Sutekina sen taxi”, ou seja, o Taxi de qualidade superior. Na internet também a encontram com o nome Time-Taxi (se procurarem versões legendadas em inglês).

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Nesta série há temas distintos entre cada episódio, por isso é fácil criar um dossier com temas de estudo por cada episódio. Para além disso, essa estrutura introduz sempre personagens novas, com novas formas de se expressarem. A narrativa é simples e não nos distrai da aprendizagem da língua. Basicamente existe um taxista e o seu taxi, os quais se comportam em tudo como um taxi normal no Japão, excepto no facto de – para certos clientes – ele oferecer o serviço adicional de viajar ao passado para ajudar os seus passageiros a fazer diferentes escolhas nas suas vidas. Em alguns casos o taxista claramente envolve-se com o drama do passageiro, e quer ajudá-lo a todo o custo. Não é uma série desprovida de adrenalina, mas não é decididamente uma série com muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Há uma clara prioridade na comunicação: primeiro entre o taxista e o passageiro (para que aquele o possa ajudar), depois entre o passageiro e as outras pessoas na situação do passado que ele revisita (para que a possa mudar), e por fim entre as pessoas do café onde o taxista vai muitas vezes – e que são aquilo que não muda ao longo da série.

O primeiro episódio abre com o nosso taxista a observar atentamente o menu do café. O nome do café (“Choice” em inglês, ou seja “Escolha”) e o facto de estar impresso na capa de um menu já é uma dica para o tema da série: as escolhas de vida e a ideia de “voltar atrás no tempo” para fazer escolhas diferentes. As séries japonesas estão cheias de pequenas referências como esta…

A primeira fala da série não é do taxista, mas sim da empregada do café, a qual – claramente farta de esperar – faz ainda um esforço por ser educada e pergunta:

“Ano… Okimari desu ka?” = Hummm… Já se decidiu?

Kanji: 決 – decidir, determinar, chegar a um acordo

Note-se como a empregada diz okimari desu ka = お決まり ですか?(leitura do verbo: おきまり) que é a forma educada, já que num discurso informal se usaria “Kimeta?” = 決めた?Dentro dos vários níveis de linguagem, os empregados de café ou qualquer outra pessoa que, no exercício da sua função esteja ao serviço de outros, vai naturalmente usar este nível mais formal.

O taxista ainda não decidiu e por isso responde-lhe:

“(T)chotto matte moraimasu.” = Espere mais um bocadinho.

ちょっとまってもらいます.

A escolha de resposta dele está conforme o nível de linguagem anteriormente usado. Não se conhecem, são apenas cliente e funcionário. Entre amigos chegados poderia usar-se apenas “(T)chotto mate kudasai” ou até sem “kudasai”.

Com a resposta do taxista a empregada do café perde um pouco a paciência. Apesar de o seu tom de voz continuar baixo e calmo não deixa de desabafar:

Daibu matte masu kedo. = À espera já estou eu há muito tempo.

だいぶ待ってますけど

Kanji: 待 – aguardar, depender de

“Daibu” é usado geralmente para expressar algo que foi demais, mais do que o esperado pelo menos. Pode fazer-se equivaler à expressão “consideravelmente” mas na linguagem corrente é usado sobretudo para expressar “Em vez disso (o que quer que tenha sido dito antes) deveria considerar-se que…”. Gramaticalmente é simultaneamente um advérbio e um adjectivo.

Por exemplo, se alguém disser que gasta muito dinheiro em livros podemos responder com a frase:

私は図書館の本をだいぶ借りた / Watashi wa toshokan no hon o daibu karita

pode entender-se como:

  1. Eu peço emprestados livros à biblioteca. (ou “da biblioteca” já que se usa の )
  2. Eu prefiro pedir emprestados livros à biblioteca (em vez de os comprar).

Querem ver o resto do episódio? Força! Mas não se esqueçam de estudar japonês 😉

Clique aqui para ser encaminhado para um website externo no qual poderá ver o primeiro episódio desta série.