12 meses convosco…

Foi em Junho de 2016, com a Pré-Festa do Japão em Coimbra, que arrancámos a sério com o projeto de estudos japoneses em Portugal, tendo finalmente uma Casa que nos acolhesse e um plano pedagógico para todo o ano lectivo que se avizinhava. Durante o  Verão oferecemos os primeiros cursos, preparámos uma exposição interativa e em Setembro começaram a funcionar as aulas. Pela primeira vez na longa história da relação entre Portugal e o Japão, de forma consistente e com ritmo certo semanal, um grupo de pessoas juntou-se para aprender sobre o Japão e a cultura japonesa, todas as sextas-feiras, muitas vezes com convidados japoneses ou proporcionando o encontro de alunos japoneses com alunos portugueses.  Mais de nove meses disto e continuamos, todas as sextas-feiras. Veja o que fizemos juntos neste ano lectivo, e junte-se a nós para os cursos de Verão!

O papel das humanidades para o crescimento económico

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Os jovens recém licenciados no Japão também enfrentam problemas como estágios de escravatura, formações profissionais extras que nunca mais acabam, precariedade (no sentido em que os contratos já não são seguros e os primeiros anos de salário nem chegam para sair de casa dos pais), e claro, desemprego. Mas, nesse panorama, uma conclusão a que alguns japoneses e também estrangeiros residentes no Japão já chegaram foi o seguinte: o crescimento da economia não pode fazer-se enquanto continuarem a ignorar o campo das ciências sociais e humanas, o da arte e o da cultura.

Em Portugal ainda nem sequer se chegou a essa conclusão… Eu (e uns poucos) andamos a “pregar aos peixes”…

No Japão praticamente não há “tradição” de estudos artísticos de cariz humanista e filosófico, a antropologia é um “alien” e a filosofia é “exótica”. A nação que deu ao mundo pérolas de cultura como a Cerimónia do Chá e a poesia Haiku menosprezou a sua própria fonte de vida.

E por aqui, vamos repetir o mesmo erro?

Leiam este artigo no Japan Times que vale mesmo a pena.

 

 

Um pão de leite chamado Portugal e outras estórias

Em 2013 dei este nome a uma conferência que apresentei em Coimbra no âmbito do programa para a comemoração do 470º aniversário da relação Portugal – Japão (o programa “Namban 1543-2013”). Depois, em 2014, fiz-lhe algumas modificações e actualizações para a apresentar num colóquio que organizei e que se realizou em Vila Viçosa. Agora todos podem ver e ler este documento, o qual reproduz a apresentação (Power Point) dessas conferências.

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Um pão de leite chamado Portugal e outras estórias_