Recomendação de leitura: O Elogio da Sombra.

O Elogio da Sombra, uma obra de Junichirou Tanizaki (1886-1965), foi publicado em 1933 e teve a sua primeira edição portuguesa em 1999. Tanizaki é um escritor que encarna plenamente a sua geração, preocupado com a especificidade (superioridade?) da cultura japonesa ao mesmo tempo que conhece e comenta a cultura ocidental. A obra, despretensiosa e elaborada à maneira de um ensaio livre, é profundamente visual e frequentemente poética, mesmo sem imagens ou lírica. Contudo, a segunda edição (da Relógio D’Água, 2008) apresenta uma selecção de fotografias que ajudam o leitor a ter uma impressão mais nítida de algumas das considerações do autor.

o elogio da sombra

Ler o Elogio da Sombra é uma coisa que um interessado na cultura japonesa deverá fazer repetidas vezes ao longo do seu percurso de aprendizagem. É suficientemente curto para nos ocupar um dia do final-de-semana e suficientemente denso para nos dar que pensar por muitas semanas! A última vez que o tinha lido fora há cerca de cinco anos, precisamente quando estava a começar uma fase intrépida do meu percurso académico, tendo escolhido prosseguir o doutoramento na área dos estudos japoneses. Ao sentir que necessitava de inspiração voltei-me naturalmente para uma das obras que tinha lido na licenciatura em história da arte, e que ainda penso ser fundamental para entender a arte japonesa. Aliás, o texto de Tanizaki, na forma como tece considerações entre a arquitectura, o culto do chá, o mobiliário e decoração, o teatro, a gastronomia, a literatura, a poesia, e mesmo a vida mundana mostra-nos desde o princípio que as categorias de “arte” que usamos no Ocidente não servem para entender as florações de criatividade nipónicas. Não há uma separação rígida entre “artes maiores” e “menores” e a estética aparece-nos como algo fluido, entre as suas diversas manifestações.

A sombra, uma figura que passa pelas diversas experiências estéticas sobre as quais o autor discorre, serve-lhe para integrar a arte japonesa do passado na projecção da identidade japonesa do (seu) presente. Não sendo sequer enunciado que o autor conhece (e dialoga implicitamente com) as obras de Poe, Baudelaire, ou Wilde, o leitor Ocidental poderá contudo sentir que as palavras lhe são dirigidas por alguém que consegue transpor a ponte do divórcio entre culturas. Para além disso, Tanizaki é o autor de um verdadeiro feito em discurso: dirige-se simultaneamente ao leitor estrangeiro e ao japonês (a obra foi escrita apenas para o público japonês originalmente, mas um público profundamente “ocidentalizado”). Argumenta – com veemência mas sem rudeza – a favor da necessidade de preservar o que o Japão tem de japonês, mesmo depois da febre da ocidentalização, do Grande Terramoto de Kanto (1923) e da emergência do discurso imperialista.

O Elogio da Sombra é como um velho amigo que nunca nos desilude mesmo se o negligenciámos um pouco, e nunca merecerá ganhar pó na prateleira. Se ainda não teve a oportunidade de se deleitar com esta leitura considere visitar uma livraria e sentar-se um pouco na sua companhia. Duvido muito que resista a levá-lo para casa…

 

 

 

 

 

Delícias a caminho…

Olá amigos do costume e visitantes ocasionais. Estou em preparativos para a próxima sessão gastronómica. Não sei se sabem mas eu faço preparativos a sério, com ensaios, testes, provas pelos amigos e conhecidos… Enfim, no fundo quero apresentar-vos realmente o meu melhor em cada formação ou workshop. Por isso no próximo dia 13 de Fevereiro, para além do programa habitual, vou apresentar o resultado de uma receita nova, totalmente original. Isso mesmo, uma criação própria!

Se quiserem provar esta delícia e muitas outras, bem como aprender a conhecer e preparar o verdadeiro matcha japonês,  inscrevam-se na próxima sessão. Basta enviarem email com o primeiro e último nome para umlongoveraonojapao@gmail.com. É no dia 13 de Fevereiro, a partir das 16h, na Casa das Artes (Av. Sá da Bandeira , 83) em Coimbra.

Estou muito contente com esta receita nova pois combina algumas das características que realmente ambicionava juntar: é económica e muito fácil de fazer, pode ser feita em família porque tem etapas divertidas para os mais novos, e os ingredientes japoneses que são usados são fáceis de encontrar em Portugal, e por fim – mas não menos importante – é tão rápida que literalmente podem fazê-la enquanto a água para o chá aquece.

folhado de matcha_

O resultado é este. Querem saber como lá se chega?

É só seguir a galeria de imagens. A lista de ingredientes está no final.

AVISO

A culinária contemporânea é uma arte, e portanto tem autores. As receitas e os procedimentos que seguem temas tão específicos como este (a fusão de elementos japoneses com elementos portugueses) não aparecem do ar, são fruto de muito estudo, muito trabalho, muito ensaio. E, neste caso, fazem parte de um projecto cultural e pedagógico devidamente registado na IGAC. A autora apresenta a receita neste blog no âmbito do programa de formação designado “Momentos Matcha”, sem com isso prescindir dos seus direitos. Está totalmente interdita a apropriação comercial ou industrial, por particular ou empresa.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Recomendações:

Se usarem massa fresca pré-preparada devem primeiro desenrolá-la e depois cortá-la em quatro partes iguais, por fim devem esticar cada uma das partes. Não se esqueçam de esticar bem a massa, pois mesmo aquela que se compra em rolo “pronto a usar” não está suficientemente fina.

A cozedura foi feita a 200 graus, durante 10 minutos, arejado (ventoínha).

A galeria de fotos mostra os primeiros dois pedaços de massa (cujo resultado final é uma espécie de rolo de strudel). Escolhi pôr no forno dois de cada vez em vez dos quatro ao mesmo tempo para o ar circular melhor.

Lista de ingredientes:

  • aproximadamente 270gr de massa folhada fresca (eu usei Belbake)
  • aproximadamente 200gr de queijo fresco meio-gordo (eu usei Campainha)
  • uma colher de sopa de açúcar integral de cana
  • uma colher de sopa de matcha
  • um ovo
  • uma colher de sobremesa de mirin
  • uma colher de sobremesa de kuzu seco (deve esmagar previamente os blocos até ficar em pó)
  • farinha para polvilhar

 

Novo artigo no BPJS

bpjs

Foi publicado um artigo meu (de 2011) no BPJS, no volume nº 1 de 2015, que por motivos de orçamento e edição só foi tornado público agora. Por vezes mesmo aquilo que já nem tínhamos esperança que visse a luz do dia finalmente aparece… Por causa deste processo demorado devo acrescentar que as ideias do artigo já não estão 100% actualizadas. A investigação avançou mais e algumas questões foram revistas. Ainda assim, na sua abordagem geral, continua a reflectir a minha base de trabalho: não dar um termo por garantido e pôr sempre questões ao COMO e ao PORQUÊ de cada coisa. Se pretender ler o artigo ele é de acesso gratuito através do site da revista.

Referência bibliográfica:

Matos, Inês Carvalho (2015) “Namban Labyrinth” , Bulletin of Portuguese / Japanese Studies, 2ª série, vol. 1, 77-108.

Para comentar, citar ou integrar num website, por favor escreva para umlongoveraonojapao@gmail.com

Informações sobre a revista:

O Bulletin of Portuguese / Japanese Studies (BPJS) foi lançado em 2000 como um jornal interdisciplinar de humanidades e ciências sociais, pelo então Centro de História de Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É uma publicação em língua inglesa, a única em Portugal dedicada aos Estudos Japoneses, e encontra-se indexada na ABX-CLIO, AERES, CARHUS Plus, CIRC, classifICS, ERIH Plus, MIAR, RedALyc, SHERPA/RoMEO, etc. O volume nº 1 de 2015 é o primeiro volume de uma nova fase do BPJS, com edição exclusivamente digital, sendo o painel editorial encabeçado pela Professora Doutora Alexandra Curvelo.

Pode aceder ao PDF do artigo aqui.

 

要旨

本稿では、いわゆる美術品と総称される可動性芸術遺産に適用される用語「南蛮」の起 源の再考を試みる。様式的、史的、文化的、等のジャンルの分類の基礎となる理論的・ 方法論的なアプローチを通じ、ポルトガルとポルトガル以外に存在する「南蛮」につ いての見解の潮流を比較し、その際だった差異を検証する。南蛮芸術を論じる際、芸術 としての認識に始まり、その美術作品が伝える内容、さらに付随する価値に至るまで、 複雑な迷路をさまよう感覚に陥る。本稿では既成された観念形態的な設定の解体を試み る。同時に、ポルトガルでの南蛮芸術に関する研究において、通常は考慮されることの ない(沈黙が保たれていたり、受け入れられずにいる)品々についても検討する。具体 的には、沈黙が保たれている対象がキリシタン殉教を描く作品類であり、受け入れられ ずにいる対象とは踏み絵を指す。それに加え、国際的美術品市場および21世紀に入り発 表され世界の広範囲に広まる論説でなされる偽りの価値も、南蛮美術史に関して本稿で 試みるような再評価を構築する要因となっている。その結果、美術史、美術地理学、形 状の移行についての文化研究、および「異種」の描写についての文化研究といった複数 研究分野の境界的領域に学際的研究分野が現れる。本稿は、人類が初めて経験するグロ ーバル時代に生み出され、植民地独立後の現代性の中で管理されるインパクトの前兆と なる作品の創造という観点における研究テーマとしての南蛮美術の紹介を試行する。

PDFのリンク

Desenhar Ideias – introdução ao kanji

Sexta-feira, 15 de Janeiro, a partir das 18.30h (integrado na Matinée da Casa das Artes)

Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto, Avenida Sá da Bandeira, nº 83, Coimbra

Evento Gratuito.

Uma oportunidade para se iniciar no kanji, o sistema de escrita da língua japonesa. Sem a pretensão de ser uma aula, nem a formalidade de um workshop, venha divertir-se com as curiosidades desta forma de “desenhar” as letras. Servimos chá e dois dedos de conversa também.

Para todas as idades. Famílias também.

Em colaboração com O Condomínio Criativo.

Neste evento vamos usar folhas de atividades. Se desejar pode consultar antecipadamente os conteúdos que estarão disponíveis (Ficheiros PDF):

Kanji – intro WP

Como desenhar kanji WP

Experimente desenhar kanji WP

amostra de kanji até 5 traços WP

 

Momentos Matcha: degustação e formação sobre chá verde japonês

Na cultura nipónica o chá proporciona momentos preciosos, de encontro e de partilha. “Momentos Matcha” é uma iniciativa do projeto cultural Um longo Verão no Japão © através da qual poderá conhecer as tradições do Japão em relação ao consumo do chá, bem como os seus aspetos nutricionais. Veja os vídeos “Momentos Matcha” (neste canal do youtube) ou participe nas sessões de formação e degustação, a partir de Fevereiro de 2015 na Casa das Artes, em Coimbra.

10296252_439898522855472_4144471361928175724_o

Próxima sessão: 13 de Fevereiro, sábado, a partir das 16h, na Casa das Artes ( Av. Sá da Bandeira, 83, Coimbra )

A pré-inscrição é obrigatória. Envie email para umlongoveraonojapao@gmail.com com o seu primeiro e último nome.

A participação tem o custo de 10 euros por pessoa. Este é um projecto cultural sem fins lucrativos, pelo que este valor cobre os custos dos ingredientes, bebidas e alimentos consumidos. Incluí:

1) o consumo de pelo menos três tipos de chás diferentes, todos eles de alta qualidade e importados especialmente do Japão, sendo um deles o matcha – chá verde em pó usado na Cerimónia do Chá;
2) o consumo de pelo menos dois tipos diferentes de “wagashi” (doces tradicionais de acompanhamento à Cerimónia do Chá);
3) informação sobre receitas nas quais se pode usar o matcha (na preparação de alimentos), e provas desses mesmos alimentos;
4) entrega de informação escrita, criada pela autora para esta sessão e não disponível noutros formatos ou fora desta sessão;
5) formação e acompanhamento na degustação, incluíndo informações sobre como preparar o chá adequadamente;
6) um documentário (vídeo), criado pela autora e exclusivo desta formação.

 

Fotografias do Japão

Eu levo as imagens a sério. Não só porque a minha formação de base é história da arte, mas também porque tenho tido a sorte de expor as minhas próprias fotografias do Japão e até de publicar algumas. Por isso procuro sempre avisar alunos e outras pessoas com as quais o meu trabalho se cruze da necessidade de ter em conta os direitos dos autores e dos editores, sejam eles amadores ou profissionais. Todas as imagens, publicadas em redes sociais, sites, blogues ou qualquer outro suporte, existem porque uma pessoa as criou. Já tive alunos que, candidamente, usaram imagens que não eram suas em cartazes, em apresentações de vídeo que depois colocaram na internet, e isso não seria um problema se fossem imagens que se podiam de facto usar livremente. Mas lá porque uma imagem aparece no motor de busca do google isso não quer dizer que seja para qualquer um se apropriar sem sequer informar quem é o seu autor ou de onde foi buscá-la!

Para quem gosta da cultura japonesa ou simplesmente precisa de usar imagens sobre a mesma, recomendo duas maneiras de o fazerem. A primeira é usarem as opções de busca do próprio google, seleccionando não só as palavras associadas às imagens mas também que querem os resultados filtrados pela licença de “uso com alterações”. Deste modo irão obter muitas opções (conforme as palavras de pesquisa que introduziram) mas estará salvaguardado que não se apresentam as imagens que, devido aos direitos do seu autor, não podem mesmo usar-se ou partilhar-se sem pagar direitos. No exemplo em baixo mostro o processo de busca de uma imagem para o tema “Chanoyu” (Cerimónia do chá).

instruções busca de imagensAs imagens obtidas através deste método garantem a quem as usa que não está a cometer uma infracção legal, mas ainda assim é preciso saber como apresentar a autoria e a fonte. Na sua maioria são imagens que estão incluídas em artigos da Wikipédia, pois nesta usa-se o registo Creative Commons (CC), no qual uma imagem pode ser usada livremente desde que seja para propósitos pedagógicos e culturais sem fins lucrativos Por exemplo, tenha-se em conta a primeira imagem que me apareceu ao fazer esta busca. Ao clicar nessa imagem fico com uma versão isolada da mesma, ao lado da qual se surge a hipótese de abrir a imagem numa nova janela ou de ir para a página onde esta se encontra. Devem ir para a página onde a imagem está publicada para tentar perceber como podem indicar o autor e a fonte.

instruções busca de imagens 2

De acordo com a descrição da imagem, trata-se de uma reprodução de uma pintura japonesa, a qual surge num livro. A pessoa que fez a digitalização da imagem para a introduzir na Wikipédia também está identificada, mas nem esta pessoa nem a Wikipédia detêm direitos sobre esta imagem. A imagem pode ser legendada “Reprodução de Pintura”, e nesse caso deve indicar-se a fonte ( Piccola enciclopedia del tè- Kitti Cha Sangmanee, Milano, 2001) o autor da pintura (Toshikata) e o local onde a mesma se encontra exposta ou guardada (Museu Victoria & Albert, Londres). Mas, para ser ainda mais correcto, quem usa a imagem deverá verificar se nem o autor nem a instituição que possui a obra original reclamam direitos também sobre as suas reproduções (o que não é raro).

Um outro método para encontrar imagens é servir-se de uma base de dados que já tem filtros seguros sobre os direitos de uso das mesmas. O site em baixo é um dos exemplos. Trata-se de um site intitulado “All free download” mas mesmo assim é preciso filtrar a pesquisa e ter em atenção que não se está a escolher uma imagens que foi colocada entre os resultados como forma de publicidade a outro site ou outro banco de dados. Na minha pesquisa usei apenas o termo “Japan”, e obtive imagens fabulosas. Ao seleccionar qualquer uma delas irá aparecer a informação do local, autor, data da fotografia, características técnicas da câmara, etc. Esses dados devem ser apresentados quando se faz uso de uma imagem, bem como o website, o termo de pesquisa e a data da consulta.

instruções busca de imagens 3

No caso desta imagem (em cima), temos a indicação do autor com um link. Ao seguir esse link vamos para a página deste autor (ver em baixo) noutro site.

instruções busca de imagens 4

Ficamos portanto a saber que o autor se chama David Mark, uma informação que não aparecia no site “All free download” mas que é importante para o creditar devidamente.

Aqui estão alguns dos resultados da pesquisa em http://all-free-download.com/free-photos/japan.html (sugestão: vão ao site ver as especificações e treinar a busca de informação para creditar os seus autores).

 

 

 

 

Vila do Bispo: Portugal à porta do Japão

A relação diplomática entre Portugal e o Japão tem muitas camadas. Seguramente existem os protocolos a nível nacional e os acordos políticos ratificados pelos respectivos governos, mas na verdade existe também uma fortíssima dimensão de relações internacionais mais “informais”, que tem o nome de “diplomacia pessoa-a-pessoa”. Um dos temas que me tem ocupado nos últimos anos é precisamente um modo de estabelecimento de relações para-diplomáticas (diplomáticas mas não só) entre as cidades geminadas. Os acordos de geminação não são o mais importante nesta questão, mas sim o modo como cada uma dessas geminações é um caso específico, com uma história própria e com relações mais ou menos fortes entre as pessoas e as instituições envolvidas.

Recentemente fui convidada para fazer consultoria para um projecto mesmo interessante – mas do qual não posso revelar muito por enquanto – que tem como espaço preferencial de execução um sítio muito especial em Portugal: Vila do Bispo. Para quem não sabe, Vila do Bispo é sede de município e está, desde 1993, geminada com Nishinoomote, a capital da ilha Tanegashima, que foi o primeiro ponto de contacto (oficialmente reconhecido) entre Portugal e o Japão, íamos então pelo ano de 1543.

Vila do Bispo está a um pulinho de Sagres e num ponto geográfico do país no qual se faz a transição entre a costa vicentina e a costa sul do Algarve propriamente dito (com a pressão turística e a descaracterização paisagística que se conhece). Para além disso, Vila do Bispo está bem dentro de um Parque Natural, o que de certo modo lhe dá condições privilegiadas para certas actividades, como por exemplo a observação de todo o tipo de animais, os percursos pedestres, os desportos de natureza e de mar, a apanha de marisco e peixe, etc.

Na minha opinião, e depois destes anos todos de contacto com Tanegashima e a sua população, parece-me que a geminação entre Vila do Bispo e Nishinoomote tem muito por onde se desenvolver! Vamos ver se conseguimos que o projecto que desenhámos se realize…

Entretanto deixo-vos algumas fotografias da minha última deslocação a Vila do Bispo (para uma reunião que tive na Câmara Municipal), incluindo a bela “Praça de Tanegashima” mesmo em frente à Câmara, e ainda o percurso do Castelejo. Evidentemente, aproveitei para fazer “reconhecimento”, que é na prática andar o mais possível por um lugar, experimentar tudo o que tem para oferecer e falar com as pessoas, para fazer um diagnóstico das suas potenciais linhas de desenvolvimento com um parceiro específico, que neste caso é a vila japonesa com a qual está geminada.

Nota: estas fotografias são da autoria de Inês Carvalho Matos; não podem ser usadas no todo ou em parte, com ou sem modificação, em nenhum tipo de suporte físico ou virtual, sem que sejam negociados com a autora os direitos de cedência das imagens.