Já estão garantidos os bilhetes para o Miyako Odori (em Kyoto) para os participantes no programa de Visita Cultural ao Japão de Abril de 2025. Os bilhetes foram colocados à venda na madrugada de 6 de Janeiro e esgotaram rapidamente! Desta vez será um grupo de 7 viajantes (incluindo os membros da organização), todos alunos dos nossos cursos, workshops e formações em estudos japoneses, e portanto com preparação para desfrutar plenamente desta experiência única.
Nos nossos programas de Estudos Japoneses + Visita Cultural ao Japão incluímos experiências culturais imersivas, como por exemplo workshops de gastronomia, espectáculos como o Miyako Odori, formação em Cerimónia do Chá dada por mestre da escola Urasenke, entre outros. 2025 esgotado. Volte a contactar em Maio/Junho para os procedimentos de candidatura à participação num dos programas do ano seguinte. Como só podemos admitir até 8 pessoas em cada turma em viagem (idealmente até 6), mesmo sendo as despesas a cargo dos viajantes, teremos de selecionar com base em entrevista e aproveitamento nas aulas/ adequação aos objetivos pedagógicos.
Este post vem dar seguimento ao post que foi publicado em https://umlongoveraonojapao.com/2025/01/08/esta-vila-de-termas-chamada-de-viagem-de-chihiro-na-vida-real-tambem-se-fartou-de-turistas-conhece-as-restricoes/. Nessa publicação alertámos para a situação de uma pequena estância termal no Japão que, apesar dos seus largos séculos de história e estimado uso pelos japoneses, se tornou num inferno devido à ultra popularidade nas redes sociais, sendo tomada de assalto por quem a visita sem contribuir para o funcionamento das termas ou alojamentos, apenas para fazer vídeos na rua e estimular o crescimento do seu número de seguidores online. No decorrer de alguns incidentes, as autoridades locais decidiram implementar restrições muito significativas, já em vigor e pelo menos até à Primavera deste ano (com possibilidade de prolongamento). Mas, como acreditamos mais em informar do que em criticar, estendemos o nosso serviço ao proporcionar algumas dicas úteis para quem desejar alternativas.
Se abandonar a subscrição de plataformas comerciais, e se deixar de seguir influencers sem credenciais para prestar consultoria cultural ou fomentar práticas de turismo responsável, então o seu algoritmos deixará de alimentar posts virais e poderá passar a aceder a conteúdos mais realistas. Neste post pretendemos mostrar-lhe como existem alternativas à ultra-popular Ginza Onsen, tão ou mais interessantes, e desmontar a crença (falsa) de escassez de “lugares mágicos” no Japão. Na verdade, há muitas alternativas, e cada um destes lugares é encantador à sua maneira.
Para quem procura alternativas e quer desfrutar da cultura das termas – que é parte integrante da cultura japonesa – beneficiando ainda dos componentes terapêuticos das águas vulcânicas, apresentamos aqui a vila termal de Shuzenji. Esta localidade é de fácil acesso para quem está em Tokyo, o que foi uma das razões para a escolhermos como exemplo. Recomendamos a consulta do website oficial SHUZENJI-KANKOU.COM
Nesta plataforma (acima indicado) podem descarregar o mapa em PDF.
Esta estância termal tem 1200 anos de história! Foi fundada para recuperar a saúde dos peregrinos (budistas) depois de longas caminhadas. Na prefeitura de Shizuoka estas foram as primeiras termas a receber a aprovação de “termas de águas para beber” (e não apenas para banhos). O PH é de 8,6, portanto o efeito mais notório é sobretudo ao nível da qualidade da pele.
Pode deslocar-se de carro ou de transporte público:
Alguns dos encantos de Shuzenji Onsen são: o bosque de bambu, Niji-no-Sato (fica a 2,5km do centro), Momiji-Bayashi (ideal no final de Novembro, fica a 3km do centro), Jardim Bairin (ideal em Fevereiro), e até se pode ir de táxi ou carro alugado a Daru Yama para ver vistas do Monte Fuji!
Gostaria de saber mais alternativas a destinos afetados pelo subreturismo? Também dá primazia a uma experiência cultural imersiva e a contribuir para uma gestão sustentável do património cultural e natural? Se sim, contacte-nos, pois a partir do segundo semestre desta ano vamos retomar os procedimentos para formar as turmas que irão fazer a preparação e viagem, no âmbito do nosso programa de Visita Cultural ao Japão.
Muito se tem falado sobre o excesso de turismo internacional no Japão, e de como as autoridades japonesas – tanto a nível nacional como local – estão a braços com a gestão de uma situação impossível. Acontece que aqui no Projeto o nosso foco sempre foi a sustentabilidade, tanto a do património cultural como a do ambiente e mesmo a das práticas em contexto de viagem, e também temos mais de dez anos de experiência (quando começámos o sobreturismo massificado ainda nem era realmente um problema, mas já tínhamos em conta que poderia vir a ser), por isso aqui vai uma breve amostra de alguns dos nossos compromissos:
Compensação da Pegada Ecológica das viagens de avião intercontinentais através do donativo de valor equivalente a uma ou mais entidades de gestão ambiental que operem em Portugal e atuem direta e ativamente sobre o nosso património florestal nativo, com ligação direta às comunidades locais e total transparência de práticas.
Formação em Estudos Japoneses, Língua Japonesa e diversas formas de informação e imersão na cultura japonesa, de acesso gratuito, para os viajantes/participantes nos programas de Visita Cultural durante os meses que antecedem a viagem.
Coordenação com entidades que, no Japão, informam e promovem as boas práticas no turismo, de forma a realizar rotas que refletem a diversificação e autenticidade da experiência de cultura japonesa, em geografias alternativas ao turismo massificado e com um itinerário recheado de atividades que têm um impacto real e positivo na manutenção das artes tradicionais japonesas.
Criação de ligação significativa entre os participantes e entre os colaboradores em todas as etapas do planeamento e execução da experiência, fomentando a humanização dos relacionamentos e a construção de pontes de entendimento entre Portugal e o Japão, numa lógica de diplomacia informal e de recuperação da dignidade do ser humano no universo das práticas de turismo (que a máquina da indústria do turismo massificado tem vindo a destruir há anos).
Já imaginou como seria melhor conhecer o Japão e ser capaz de realmente comunicar com as pessoas? Como isso faria com que fosse mais fácil fazer compras e pedir a sua refeição num restaurante, como isso tornaria a sua experiência mais enriquecedora porque poderia travar amizades com os residentes locais, e como isso o faria compreender melhor a cultura japonesa?
Está prestes a começar a primeira edição deste ano do Mini Curso Intensivo de Língua Japonesa para Viajantes – nível de iniciação – do nosso Projeto Cultural e Pedagógico, que é GRATUITA para os participantes confirmados no nosso programa de Visita Cultural ao Japão deste semestre. As aulas decorrerão a partir de 10 de Janeiro, em horário pós-laboral, em formato online, com os materiais pedagógicos incluídos, e serão ministradas por professora licenciada em língua japonesa e com experiência de ensino, num modelo de aulas práticas voltadas para a experiência real dos alunos em contexto de turismo.
Se desejar mergulhar nos Estudos Japoneses e começar a preparar-se para poder vir a participar numa das Visitas Culturais ao Japão do próximo ano (que as deste ano já estão esgotadas), faça de 2025 o ano em que frequenta os nossos cursos, workshops e eventos (que voltarão a estar disponíveis a partir de Maio), e depois de passar no processo de seleção e confirmação de participação beneficie de cursos gratuitos e de preparação para a viagem a vários níveis (logística, cultural, etc). O seu caminho para o Japão começa aqui!
Ginza Onsen – uma pequena povoação na prefeitura de Yamagata – volta a implementar medidas restritivas para o acesso ao centro e às termas, como aliás já tinha feito no ano passado. Como se pode ler na notícia completa, publicada a 23 de Dezembro na plataforma TRAVEL AND WORLD TOUR, o acesso estará condicionado até ao final de Fevereiro de 2025.
Em 2024 o Japão recebeu mais de 33 milhões de visitantes estrangeiros, e as dinâmicas de circuito turístico tornaram-se monolíticas, ou seja, há superabundância em pontos específicos devido ao fenómeno de popularidade e viralidade de posts nas redes sociais, ao mesmo tempo que outros lugares (às vezes na mesma cidade) estão a enfrentar grandes dificuldades para se manterem em funcionamento devido à falta de visitantes.
Ginza Onsen passou a estar na mira dos “influencers” já há alguns anos, fazendo-se a sua promoção como um lugar com “vibes” Ghibli (estúdio de filmes de animação famosos em todo o mundo). Plataformas online passaram a destacar artigos, notícias e todo o tipo de posts com fotografias desta localidade, de forma a surfar a onda do algoritmo e o efeito bola-de-neve descontrolou-se. Ginza Onsen passou a ser apelidada de “segredo” ou “Japão escondido” – o que é marketing mas nunca foi verdade, já que é (era) uma das estâncias termais muito usadas pelos japoneses – e consequentemente tornou-se um pesadelo tentar descansar e colher os benefícios de saúde e repouso que umas férias nas termas supostamente trariam. Em vez de local de retiro, calma e recuperação da saúde, passou a ser cenário para “selfies”, “reels” e “tiktoks”.
As novas medidas visam evitar desgraças, como as que sucederam recentemente, quando uma ambulância não conseguiu chegar em tempo útil ao centro, por causa dos congestionamentos de carros e pessoas no meio da via. Algumas das medidas são:
Não entrar na vila Ginza Onsen depois das 20h; o acesso é realmente fechado e policiado; só são feitas exceções a quem já tem alojamento reservado para essa noite.
Não entrar da parte da tarde, igualmente com controlo de circulação e policiamento, a menos que tenha reserva feita e confirmada numa das termas da vila, para utilização nessa tarde (ou alojamento confirmado nessa noite).
Apesar de não ter sido anunciado como vão executar o controlo de circulação dentro da vida, está implícito que as pessoas que entrem de manhã sem qualquer tipo de reserva para termas ou alojamentos deverão sair ao início da tarde.
O acesso de carro, táxi, autocarro de turismo ou outros veículos está totalmente interdito em Ginza Onsen, só pode chegar-se até ao parque de estacionamento a 2 km; o remanescente percurso de 2 km pode ser feito num shuttle bus que faz ligações contínuas entre o parque e o centro, e os diversos alojamentos e termas (não foi dada informação sobre o preço deste serviço).
sem sobreaviso podem ser implementadas medidas como aquelas que já estiveram em vigor no Inverno do ano passado, nomeadamente o limite de acesso de 100 pessoas por dia.
As caminhadas fora do centro, nomeadamente os trilhos pela floresta (rota marcada), e que são igualmente famosos nas redes sociais, e também o acesso às minas (classificadas hoje em dia como património histórico), estão totalmente encerrados ao público geral durante o Inverno; só são feitas exceções a tours organizados com guia local e pré-aprovados pelas autoridades locais de Ginza Onsen ou para os residentes locais.
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A edição de Janeiro de 2025 irá realizar-se no dia 18 de Janeiro, às 21h de Portugal (continental).
Junte-se a nós para mais uma sessão de conversa sobre a cultura e história do Japão!
O livro que recomendamos é “O Arco-Íris”, de Yasunari Kawabata. O qual se pode encontrar facilmente em livrarias, já que foi publicado pela D. Quixote em 2024. Possivelmente também se encontra no mercado de segunda-mão, bem como em bibliotecas.
O nosso Clube de Leituras do Oriente é uma iniciativa sem fins lucrativos, que não tem qualquer interesse ou ligação ao mercado livreiro, centrado na recomendação de leituras que dão a conhecer o Japão, tanto antigo como atual. À semelhança de edições anteriores, reunimos online durante aproximadamente uma hora, começando pelas considerações da anfitriã da sessão, seguida de conversa aberta entre todos os participantes. Pese embora não seja obrigatório já ter lido o livro, é altamente recomendado, uma vez que não poderemos ter limitações de “spoilers” e que se pretende que participe ativamente.
O link para acesso à sessão será colocado aqui e também nas redes sociais do nosso projeto cultural na semana que antecede o evento.
* Explorar o Japão em bicicleta é uma excelente ideia! * Mas atenção às regras! *
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* Ataques de ursos no Japão * Conheça as circunstâncias e evite o perigo * Importante para Turistas também*
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